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Nova diretora-geral Annete Taeuber só tem expectativas positivas para unidade brasileira; aérea ampliou em 70% sua oferta de assentos nos trechos entre América Latina e Europa

O aniversário da unificação da Alemanha — que hoje celebra 22 anos — será comemorado pela Lufthansa no Brasil com uma grande homenagem: o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, vai ganhar as cores da bandeira germânica para marcar o alto crescimento no qual a companhia aérea está apostando para sua atividade brasileira.

Com Annete Taeuber como nova diretora-geral à frente das operações no país desde agosto, a Lufthansa quer fazer do Brasil a China da vez no que se refere aos planos de investimentos globais da companhia. A oferta de assentos nos voos entre América Latina e Europa foi ampliada em 70% neste ano, sem perda expressiva no índice de ocupação, segundo a executiva.

“O Brasil vive hoje dentro da companhia o processo pelo qual passou a China há cerca de quatro anos”, conta Anette com exclusividade ao Brasil Econômico. “Com os investimentos que foram feitos no mercado chinês, hoje a Lufthansa é a principal companhia a fazer a rota entre a China e a Europa. E agora é a América Latina, e especialmente o Brasil, que está no foco principal dos investimentos globais”, diz a executiva, que passou liderar as atividades brasileiras em um “momento único para a empresa”. Annete elenca uma série de razões para seu otimismo: a ebulição das economias alemã e brasileira, os eventos esportivos que serão realizados no Brasil e o início do Ano da Alemanha no Brasil, que vai de maio de 2013 a maio de 2014. “Em nenhuma outra cidade há tanta concentração de empresas alemãs quanto em São Paulo”, constata. “Além disso, nenhum outro mercado cresceu tanto quanto o brasileiro nos últimos doze meses. Para nós, isso mostra o quanto o país tem potencial e acredita no nosso produto”.

Neste mês, a Lufthansa também passa a voar diariamente entre Frankfurt e Rio de Janeiro, com um A340-300, equipado com três classes de serviço, First Class, Business Class e Economy Class. Além disso, a companhia tem voos diários de São Paulo para Frankfurt e de São Paulo para Munique e, pela Swiss, de São Paulo para Zurique, na Suíça.

Todos os voos saindo do Brasil são noturnos. Para que isso seja possível, a aérea optou por arcar com os custos de manutenção dos aviões no solo — o que representa, por exemplo, só no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro Tom Jobim, um custo anual de cerca de R$ 400 milhões.

Annette assumiu no começo de agosto a diretoria geral da Lufthansa para o Brasil. Antes dela, o cargo havia sido ocupado por Albena Janssen nos últimos três anos. Annette trabalha na Lufthansa há 23 anos, e nos últimos cinco anos esteve na Argentina, como diretora geral para o mercado argentino e da região, incluindo Chile, Bolívia, Uruguai e Paraguai, tanto para a Lufthansa quanto para a Swiss.

Antes de se mudar para Buenos Aires, a executiva respondia pela diretoria de vendas e marketing da Lufthansa para o Brasil. Com formação em hotelaria, estudou na Alemanha e trabalhou na Varig na volta ao Brasil, antes de ingressar no Grupo Lufthansa. “A decisão do meu retorno aconteceu tanto em razão da vontade de regressar ao meu país quanto pelo desafio de comandar um mercado em plena expansão”, disse Annete.

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