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Com investimentos previstos de US$ 30 bilhões no país para a próxima década, companhia inglesa vai participar da 11ª rodada da ANP para deixar de ser apenas parceiro da Petrobras

O BG Group vai participar da 11ª rodada de leilões da Agência Nacional de Petróleo com o objetivo de se tornar operador de áreas de exploração e produção de petróleo e gás no Brasil. Com investimentos estimados de US$ 30 bilhões para os próximos 10 anos, o BG, um dos maiores grupos de energia do mundo, com sede em Londres, atua no Brasil apenas como parceiro da Petrobras em quatro campos de exploração e produção na camada pré-Sal. “Nosso objetivo é ser operador, vamos analisar as ofertas da ANP para definir onde vamos apostar. Mas nosso foco é a margem equatorial”, afirmou o presidente da companhia no Brasil, Nelson Silva.

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Infográfico do iG mostra como é o pré-sal
Reprodução
Infográfico do iG mostra como é o pré-sal

O executivo afirmou ainda não ter um plano concreto de quanto e onde vai investir por não ter claras as condições em que a 11ª rodada vai ocorrer. “Nós ficamos muito satisfeitos com o anúncio feito pela ANP, mas tudo ainda está muito prematuro, tudo que sabemos foi o que saiu na imprensa”, disse Silva. O executivo afirmou ainda que só após as condições estiverem definidas a BG vai começar a se preparar para fazer os investimentos. “As informações são apenas preliminares, precisamos de dados mais detalhados para sabermos onde e quanto investir”, disse. A BG quer ampliar sua produção atual de 35 mil barris/dia para 600 mil barris/dia até 2020.

Após quatro anos sem leilões de novas áreas exploratórias e diversas promessas não cumpridas, a companhia britânica parece seguir o mesmo compasso de quase toda a indústria de petróleo e gás brasileira: uma espécie de otimismo contido. Isso porque para que as licitações ocorram de fato em maio, como prometeu no início da semana o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o Congresso precisa aprovar a lei que definirá os royalties provenientes da produção de petróleo e gás. Não à toa, Nelson Silva fez questão de reiterar diferentes vezes que BG precisa “ver se as condições são favoráveis”.

Atualmente, a BG tem participação em quatro blocos do pré-sal, com percentuais variando entre 20% e 30%. A companhia opera no Brasil desde 1994 e acelerou os investimentos com as descobertas do pré-sal. Até hoje, afirma a empresa, já foram investidos US$ 5 bilhões no Brasil.

Nesta quinta-feira a BG assinou um contrato de parceria com a agência de inovação da Noruega, a Innovation Norway, para desenvolvimento de novas tecnologias na exploração de petróleo em águas profundas. A Noruega é um país com vasta experiência na produção de petróleo em alto mar. A BG estima que investirá US$ 2 bilhões em pesquisa e desenvolvimento no Brasil até 2025.