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Empresa dinamarquesa produz proteínas que transformam sobra de cana em etanol

Agência Estado

A empresa de biotecnologia dinamarquesa Novozymes espera anunciar a construção de uma fábrica no Brasil no fim deste ano para fornecer enzimas que podem transformar sobras da cana-de-açúcar em etanol. A companhia negocia com parceiros em potencial no País para avaliar as necessidades do mercado, disse Sebastian Soderberg, presidente global do segmento celulósico da Novozymes.

"Estamos encorajados e acredito que as coisas estão caminhando", disse. A companhia construiu recentemente uma fábrica nos Estados Unidos no valor de US$ 200 milhões, o que Sorderberg acredita ser "uma boa referência" para o possível investimento no Brasil. O etanol celulósico, ou de segunda geração, é produzido usando enzimas que quebram os resíduos da planta e os transformam em açúcares que podem ser fermentados. Atualmente a maioria do etanol é produzido do caldo da cana.

O presidente da Novozymes para a América Latina, Pedro Luiz Fernandes, disse que a empresa está analisando locais onde a fábrica poderia ser construída, mas ainda não tomou a decisão. "Não sabemos se será no Nordeste ou no Estado de São Paulo". O custo tem sido um dos principais impedimentos para a produção de etanol celulósico em escala comercial, mas os projetos começaram a aparecer no mundo nos últimos anos enquanto as enzimas se tornaram mais acessíveis, disse Soderberg.

No início deste ano, a empresa brasileira Graalbio revelou planos de construir a primeira fábrica de etanol de segunda geração em Alagoas, usando enzimas da Novozymes. A produção deve começar no fim de 2013. As informações são da Dow Jones.