Tamanho do texto

Gigante do alumínio quer aproveitar redução de tarifas anunciadas pelo governo para reduzir custo de produção, após quase fechar fábrica no Brasil

Pressionada pela elevação de custos de produção representado pelo alto preço da energia no Brasil e o aumento nos estoques de alumínio em tempos de baixa no consumo mundial, a Alcoa comemorou o pacote de redução das tarifas energéticas anunciadas nesta terça-feira (11) pela presidenta Dilma Rousseff . “Isso é algo inédito no ataque à causa estrutural da falta de competitividade”, considerou o presidente da siderúrgica, Franklin Féder.

Leia mais: Vale calcula megawatt R$ 15 mais barato

Segundo o executivo, a Alcoa mantém contrato de fornecimento de longo prazo com as Centrais Elétricas do Norte do Brasil (Eletronorte), estatal controlada pela Eletrobras. “Vou procurar a Eletronorte para renegociar os contratos”, afirma ao iG . “Acreditamos que ela via entender a nossa posição”, confia.

A redução entre 19% e 28% no preço da energia cobrada do setor industrial veio em boa hora para a fabricante de alumínio, que do ano passado para cá vem reduzindo sua produção no mundo para se adequar à nova realidade do mercado. “Não é o momento de investir, mas de fechamento de fábricas. Aqui no Brasil não fechamos porque houve um diálogo com o governo [para manter a produção]”, diz.