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Proposta aceita pelos trabalhadores inclui aumento real de 2,7% e abono de R$ 3.250

Reuters

Linha de montagem da GM
AE/ROBSON FERNANDJES
Linha de montagem da GM

Metalúrgicos de dois turnos do complexo industrial da General Motors em São José dos Campos (SP) aprovaram nesta terça-feira proposta de aumento salarial de 8,24%, reduzindo ameaça de greve na unidade que enfrenta negociação para manutenção de nível de emprego.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, a proposta aceita pelos trabalhadores dos primeiro e terceiro turnos inclui aumento real de 2,7% e abono de R$ 3.250. O reajuste é válido a partir de 1o de setembro.

A fábrica da GM em São José dos Campos emprega cerca de 7,5 mil trabalhadores, segundo o sindicato, e foi a primeira na região a fechar acordo com a entidade.

Grupos de metalúrgicos que trabalham em empresas como a fabricante de aviões Embraer na região, seguem negociando reajustes, cobrando aumento real de 7,48%. Segundo o sindicato, a maior parte das companhias está oferecendo apenas reposição de inflação.

Para ser aprovada integralmente, a oferta da GM precisa de aprovação do segundo turno, que normalmente acompanha o posicionamento dos outros turnos.

Na semana passada, a GM tinha oferecido aumento real de 2% mais abono de R$ 2.500, mas os trabalhadores rejeitaram a proposta e aprovaram estado de greve. Inicialmente, a montadora oferecia apenas reposição da inflação, de 5,39%, segundo o sindicato.

Enquanto isso, as negociações para manutenção de empregos na fábrica da montadora prosseguem, segundo o sindicato. A GM suspendeu no início de agosto até novembro 1.840 demissões que estavam programadas para a unidade. A linha conhecida como MVA está encerrando a produção de vários veículos que estão sendo substituídos por novos modelos de outras fábricas da marca no país.

(Por Alberto Alerigi Jr.)