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Papéis da petroleira chegaram a despencar 19% após o anúncio do poço da Chariot e analistas cotaram recomendação para "neutro" e o preço-alvo para R$ 3

Reuters

A HRT informou que o poço seco da Chariot, Petrobras e BP na Namíbia não afeta seus prospectos para a região.

O principal projeto da HRT na Namíbia está a 145 km do poço não-comercial da Chariot-Petrobras-BP, argumentou Marcio Mello, fundador e presidente da companhia em conferência com investidores nesta segunda-feira.

As ações da HRT chegaram a despencar 19% após o anúncio do poço da Chariot. Mais tarde, após a teleconferência, os papéis da empresa operavam com perdas de 13%, às 14h31 (horário de Brasília).

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"A ausência de bons reservatórios em blocos operados pela Chariot não reduz nossas chances", disse Mello. "A presença ou não de reservatórios comerciais lá não tem nada a ver com a gente."

Mello também disse que o poço seco da Chariot-Petrobras-BP ajudou a confirmar a sua compreensão de toda a região. Segundo Mello, as estruturas geológicas existentes na região podem indicar óleo sobre uma área muito grande na costa da Namíbia.

A Chariot-Petrobras-BP encontraram rochas que sugerem que, em perspectivas mais profundas, existe uma melhor chance de encontrar petróleo, acrescentou.

Analistas do Credit Suisse liderados por Emerson Leite cortaram a sua recomendação sobre as ações da HRT para "neutro" e reduziram seu preço-alvo para a empresa para R$ 3 ante os R$ 8,50 por ação anteriores, em uma nota aos investidores nesta segunda-feira.

A HRT tem planos para perfurar quatro poços offshore na Namíbia, disse Mello.

A Chariot perdeu mais de metade do seu valor no início do pregão em Londres depois de dizer a seu prospecto Nimrod, na bacia de Orange, veio seco.

A Chariot detém uma participação de 25% no bloco, a Petrobras 30% e a BP detém 45%.

(Reportagem Jeb Blount)