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Confecções e calçadistas, como Brandili e Ipanema, estão entre as empresas que prospectam negócios; Brasil já é maior fornecedor de alimentos da ilha

EFE

Havana, 7 set (EFE).- Oito empresas brasileiras do setor têxtil e do calçado interessadas em promover seus produtos em Cuba se reuniram nesta sexta-feira em Havana com representantes das principais entidades comerciais da ilha, informou a imprensa local. O encontro foi organizado pela Câmara de Comércio de Cuba (CCC) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações (Apex-Brasil), que tem um escritório instalado em Havana.

Firmas brasileiras como Ipanema, de calçado, a de confecções infantis e para jovens Brandili e a de tecidos Círculo mostraram seus produtos no fórum Fashion-Brasil 2012, além de conversar com os representantes das redes de lojas cubanas TRD, Caracol, CIMEX e Palco.

O diretor-geral da Apex-Brasil em Cuba, Hipólito Gaspar, disse no ato inaugural da reunião, que os empresários do País foram ao país com a expectativa de concretizar negócios de vantagem mútua, segundo declarou à estatal Agência de Informação Nacional (AIN).

O Brasil, segundo parceiro comercial de Cuba na América Latina depois da Venezuela, procura diversificar a presença de seus produtos têxteis e de calçado no mercado da ilha caribenha. A presidente da Câmara de Comércio de Cuba (CCC), Estrella Madrigal, ressaltou a importância de realizar estas reuniões exploratórias, sobretudo em um contexto onde ambas as partes defendem o crescente desenvolvimento de seus laços econômicos.

Estrella assinalou que o Brasil passou a ser em 2011 o maior fornecedor de alimentos de Cuba e o segundo destino dos produtos farmacêuticos e biotecnológicos que a ilha produz. Também destacou o interesse mútuo para avançar no fomento de projetos "a grande escala", e nesse sentido citou como exemplo o projeto de ampliação do porto de Mariel, em Havana, no qual o Brasil participa com um investimento que já comprometeu US$ 682 milhões dos US$ 957 milhões totais previstos.

Esta troca empresarial acontece apenas uma semana depois que o ministro de Desenvolvimento, Fernando Pimentel, ter realizado uma visita à ilha, durante a qual se tratou sobre um eventual programa de cooperação econômico-comercial para os próximos quatro ou cinco anos em áreas como saúde e agricultura.

A troca comercial entre Brasil e Cuba atingiu os US$ 642 milhões em 2011, 31% mais que no ano anterior, e desse número só US$ 90 milhões corresponderam a exportações cubanas, segundo dados oficiais. EFE rmo/ma