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Medida foi tomada em abril em meio à crise que expropriou 51% da YPF, que era da Repsol

Reuters

Província de Neuquén alegava baixo investimento da Petrobras na região
Divulgação
Província de Neuquén alegava baixo investimento da Petrobras na região

A justiça Argentina anulou temporariamente a decisão de retirar a concessão de hidrocarbonetos da Petrobras na província de Neuquén por falta de investimentos, disse a empresa nesta sexta-feira.

A retirada da concessão da área Veta Escondida foi solicitada em abril, quando vários distritos tomaram medidas contra algumas empresas de petróleo, especialmente a argentina YPF, acusando as companhias de não fazer investimentos suficientes para conter o declínio persistente da produção de petróleo e gás no país.

A Petrobras disse em um comunicado à Bolsa de Valores de Buenos Aires que foi notificada da decisão da Corte Suprema da Argentina, que "decidiu aceitar a liminar requerida (pela Petrobras) ordenando à província abster-se de executar o decreto 563/12 enquanto se aguarda a resolução do mérito".

O movimento provocou tensão entre as duas maiores economias da América do Sul. O governo argentino havia dito que abriu negociações com Neuquén para a restituição da concessão, mas isso nunca se materializou.

Em maio, o Congresso argentino aprovou a expropriação de 51% da companhia petrolífera YPF que estava nas mãos da espanhola Repsol, com o mesmo argumento de falta de investimento.

A concessão da Petrobras na área de Veta Escondida foi cassada no início de abril, com a província alegando baixos investimentos da estatal brasileira.

Em 2008, a Petrobras havia renovado o contrato de concessão de Veta Escondida até 2027, segundo a empresa.

A petroleira, que é a operadora e tem ainda 55% da concessão na área argentina, informou que no último triênio realizou desembolsos de mais de US$ 10 milhões para buscar novas reservas de hidrocarbonetos.


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