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Acordo surge após aliança entre Daimler e a Renault-Nissan: enquanto japoneses dominam tecnologia de modelos elétricos, alemães se destacam em fibra de carbono e esportivos

Reuters

Acordo BMW-Toyota busca frear o avanço da Volkswagen que tenta tomar o lugar da japonesa como maior fabricante de carros do mundo
Getty Images
Acordo BMW-Toyota busca frear o avanço da Volkswagen que tenta tomar o lugar da japonesa como maior fabricante de carros do mundo

A alemã BMW e a japonesa Toyota fecharam acordo nesta sexta-feira para uma maior aliança estratégica entre elas, diante da concorrência mais acirrada entre as montadoras globais.

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Pelo acordo, a montadora alemã não mais fará acordos de cooperação com a General Motors e com a PSA Peugeot Citroën, parceira da GM.

Poucos detalhes vieram a público sobre o acordo, que acontece depois de Daimler e Renault-Nissan terem feito um.

O acordo pode deixar as duas montadoras mais fortes contra a Volkswagen, que tenta superar a Toyota como a maior produtora de carros de mundo e tirar, com a marca Audi, a liderança da BMW em carros de luxo.

Os presidente-executivo da BMW, Norbert Reithofer, e o da Toyota, Akio Toyoda, assinaram acordo para trabalharem juntos em quatro novos segmentos, após outras parcerias.

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"Não estamos nos juntando para ficar maiores. Não estamos nos juntando para fazer alianças de capital", declarou Toyoda a repórteres em Munique. "Hoje me reuni novamente com Reithofer e senti que a relação de confiança entre as duas companhias ficou mais forte", acrescentou.

Como parte do acordo, as duas montadoras vão trabalhar juntas na parte de carros elétricos, em que a Toyota é forte.

A BMW, no entanto, poderá ajudá-la a diminuir o peso dos carros. A montadora alemã se destaca em fibra de carbono, material caro usado principalmente em carros esportivos de última geração por ser muito leve e resistente.

A montadora alemã também poderá colaborar na arquitetura de carros esportivos, em que a japonesa vem patinando.

Um porta-voz disse que a BMW não negociará mais com a GM e que estava conversando com a Peugeot -parceira da GM- para dissolver a joint-venture em peças de carros híbridos.

(Por Christiaan Hetzner)

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