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Investidores recuaram após OGX informar o nível de produção do campo de Tubarão Azul

Produção no campo de Tubarão Azul, na Bacia de Campos, ficou muito abaixo do esperado
Divulgação
Produção no campo de Tubarão Azul, na Bacia de Campos, ficou muito abaixo do esperado

O grupo empresarial de Eike Batista encolheu R$ 8,253 bilhões nesta quarta-feira, com os investidores mostrando ceticismo com os projetos das empresas “X”.

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Muitas delas ainda são pré-operacionais, ou seja, só existem no papel. A decepção ocorreu depois que a OGX divulgou um comunicado sobre o nível de produção do campo de Tubarão Azul (antigo Waimea), na Bacia de Campos .

A previsão da empresa ficou muito abaixo do que os analistas imaginavam para o bloco de exploração, o que desencadeou uma revisão das projeções e rebaixamento da recomendação dos papéis. A ação ON da OGX caiu 25,32%, para R$ 6,25, pior desde março de 2009, quando encerrou a R$ 6,10.

As empresas de Eike Batista listadas na BM&FBovespa – OGX, MMX, LLX, MPX, OSX, CCX e Port X – agora valem juntas R$ 37,443 bilhões. Ontem, o valor de mercado delas alcançava R$ 45,696 bilhões. Ou seja, o grupo “X” encolheu 18% nesta quarta-feira. Já o Ibovespa recuou 1,35%.

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Tombo afeta outras empresas do grupo

Também despencaram no pregão desta quarta-feira as ações ordinárias (ON, com direito a voto) do estaleiro OSX (-12,57%, para R$ 10,50), da MPX Energia (-7,99%, para R$ 30,40), da LLX Logística (-7,88%, para R$ 2,22), da MMX Mineração (-6,64%, para R$ 6,05) e da CCX Carvão (-3,92%, para R$ 4,66).

Há duas razões principais para a queda de empresas de setores tão diferentes. Primeira, algumas das empresas do EBX são interdependentes. A empresa de indústria naval OSX, por exemplo, foi criada para ter a OGX Petróleo como principal cliente. A perspectiva de uma produção mais modesta da petroleira tem impacto direto na demanda do estaleiro. Tanto que a mineradora MMX e a produtora de carvão na Colômbia CCX, cujas relações com a OGX Petróleo são mais distantes, tiveram as menores baixas entre todas as empresas do grupo.

Em segundo lugar, há uma questão de confiança e comunicação com o mercado, na avaliação de Hersz Ferman, sócio da gestora carioca Yield Capital. "Apesar de uma campanha de exploração excelente, que está sendo bem-sucedida, a OGX, principalmente, sempre vem a mercado com números que não consegue entregar", afirmou o executivo, para quem a empresa "exagera" em suas previsões.

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* Com Valor Online e Agência Estado

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