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Serviço "Compra de Milhas" do Smiles permite comprar lotes de milhas e trocá-las por passagens; preços vão de R$ 75 por 1.000 milhas a R$ 2.040, por 40.000 milhas

Agência Estado

A Gol passou a vender milhas. A companhia aérea anunciou nesta terça-feira o serviço "Compra de Milhas", do seu programa de relacionamento, o Smiles. Por meio do site do programa, é possível comprar lotes de 1.000 até 40.000 milhas e trocá-los por passagens aéreas. Dessa forma, quem não possui pontos suficientes para adquirir determinada passagem pode comprar as milhas que faltam e assim usar os pontos que tem acumulados.

O preço das milhas depende do volume comprado. Quanto mais milhas menor o custo. O lote de 1.000 milhas custa R$ 75, o equivalente a R$ 0,075 por milha. Já o de 40.000 sai por R$ 2.040, ou R$ 0,051 a milha.

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Segundo Flávio Vargas, diretor do Smiles, a medida "acelera a possibilidade de resgate dos pontos". "Isso vai solidificar a imagem do programa. Quanto mais as pessoas usarem o Smiles mais valor ele passará a ter", disse o executivo em entrevista exclusiva à Agência Estado.

De acordo com Vargas, nos últimos 12 meses o número de participantes do Smiles passou de 8 milhões para 9 milhões. As passagens atualmente emitidas por meio do seu programa de relacionamento equivalem a quase 10% do total, segundo ele. "Com a possibilidade de compra de milhas, acreditamos que o volume de passagens emitidas pelo Smiles possa crescer entre 5% e 10%", disse.

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No Brasil, a Gol é a primeira companhia aérea a vender milhas. No exterior, no entanto, a ideia já conquistou várias empresas. Caso da British Airways, da Lufthansa e da Air France, na Europa, e das americanas Delta, United, Southwest, US Airways e American Airlines.

No final de 2011, a Gol anunciou estar avaliando a possibilidade de transformar o Smiles em uma empresa independente (spin-off), a exemplo do que sua concorrente TAM fez com o seu programa de relacionamento, o Fidelidade, que deu origem à Multiplus, hoje uma empresa listada em Bolsa.

O cronograma da Gol prevê tomar uma posição a respeito até o primeiro semestre de 2013. O Boston Consulting Group foi contratado no início deste ano para assessorar a companhia aérea nesse processo.

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