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O custo de mão-de-obra é caro e não dá para flexibilizar salários", disse executivo da marca

Agência Estado

Custos de unidades mais antigas são entrave
The New York Times
Custos de unidades mais antigas são entrave

O gerente geral do complexo de São Bernardo do Campo (SP) da Ford do Brasil, Silvio Illi, afirmou nesta segunda-feira, no Simpósio SAE Brasil de Manufatura Automotiva, que a indústria brasileira sofre com a baixa competitividade em relação a outros países, principalmente devido aos custos de produção nas unidades mais antigas, como a que ele gerencia, no ABC Paulista.

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Illi citou vários processos de atualização de setores da unidade no ABC e considerou a mudança positiva por reduzir custos de mão-de-obra, que consomem até 70% dos custos totais de produção de um veículo.

"O custo de mão-de-obra é caro e não dá para flexibilizar salários porque o custo Brasil também é caro, já que temos ainda outros problemas, como câmbio e impostos", afirmou o executivo.

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Para Illi, o processo de automação numa região de mão de obra cara, como no entorno da capital paulista, "é um processo sem volta". Ele citou, por exemplo, um recente processo de troca de 34 operários por seis robôs em parte da linha de montagem da montadora.

"Hoje, por outro lado, encontramos melhor predisposição de negociação com o sindicato", disse.


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