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Ao ser questionada sobre expectativa de reajuste de pelo menos 10%, a executiva negou que a estatal trabalhe com um percentual determinado

Helio Motta
"Nós não temos nenhuma data específica para que aconteça qualquer percentual", disse Graça Foster

A presidente da Petrobras, Graça Foster, reiterou hoje que a companhia precisa de um aumento no preço dos combustíveis. No entanto, ao ser questionada sobre a expectativa de reajuste de pelo menos 10%, a executiva negou que a estatal trabalhe com um percentual determinado.

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“Nós não temos nenhum percentual de aumento da gasolina e nenhuma data específica para que aconteça qualquer percentual", afirmou, durante a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. O mercado tem especulado reajustes que variam de 10%, que traria menos impacto inflacionário, até 20% para o reajuste.

Na sexta-feira passada, a presidente da Petrobras mudou o tom e admitiu pela primeira vez a necessidade de reajusta. Nesta quinta-feira, ela reforçou o discurso. “Nós precisamos de um aumento porque, evidentemente, você vê uma variação do [petróleo] Brent que desceu, mas o câmbio está subindo. Então a paridade dos preços está bastante defasada dos preços", afirmou.

Graça Foster também esclareceu que ainda não existe um nome definido para ocupar a diretoria internacional da companhia, que está vaga desde a saída de Jorge Zelada. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, admitiu a possibilidade de efetivar no cargo o gerente executivo da área internacional para a América Latina, José Carlos Amigo, que está na posição interinamente. “Não temos nome definido”, afirmou a executiva.

Nesta quinta-feira, as ações da Petrobras operam em queda. Às 16h35, os papéis ordinários da estatal recuavam 2,46% a R$20,20 e os ações preferencias caíam 2,26%, negociadas a R$19,45.

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