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Segundo motivo mais citado para a realização de investimentos produtivos foi a expansão da capacidade produtiva, de acordo com pesquisa

A indústria de transformação brasileira sinalizou um aumento da eficiência produtiva em 2012, segundo a Sondagem de Investimentos divulgada nesta terça-feira pela Fundação Getúlio Vargas, com informações coletadas em abril e maio. Na pesquisa, a expansão da eficiência produtiva foi apontada como principal motivo para a realização de investimentos, citada por 35% das empresas pesquisadas.

O segundo motivo mais citado para a realização de investimentos produtivos foi a expansão da capacidade produtiva, mencionada por 30% dos entrevistados. Porém, tanto em 2010 quanto em 2011, a expansão da capacidade produtiva havia sido o principal motivo para a realização de investimentos produtivos, com fatias de 40% das empresas e 36%, respectivamente.

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Segundo a FGV, o resultado mostra uma diminuição gradual do investimento em capital fixo nos dois últimos anos. A parcela das empresas que citaram substituição de máquinas e/ou equipamentos como principal objetivo aumentou de 15% para 16% entre 2011 e 2012. No entanto, a proporção de empresas que afirmam estar sem programa de investimentos avançou de 16% para 19% do total na passagem de 2011 para 2012, o maior porcentual desde 2009 (26%).

A percepção das empresas industriais em relação ao ambiente para a realização de investimentos em capital fixo também piorou. O montante de empresas que afirmam encontrar algum tipo de dificuldade aumentou de 33% para 43% de 2011 para 2012, o pior resultado desde 2009, quando, afetadas pela crise internacional, 87% das empresas encontravam entraves para a realização de investimentos.

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Entre as empresas que percebem dificuldades, o fator mais citado é a limitação de recursos da empresa, mencionado por 46% do total. O segundo fator inibidor mais citado é a carga tributária elevada, apontada por 35% das empresas. Em terceiro, figuram as incertezas sobre a demanda, com uma fatia de 34%. Já o custo de financiamento foi indicado por 26% das empresas, enquanto a taxa de retorno inadequada foi citada por 22% dos entrevistados.

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