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Indústria frigorífica argentina continua sem poder importar carne suína brasileira na quantidade prometida pelo secretário de Comércio Interior argentino

A indústria frigorífica argentina continua sem poder importar carne suína brasileira na quantidade prometida pelo secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno, ao setor nacional e ao governo brasileiro. "Está tudo na mesma. Só entraram algumas toneladas de produto processado da Itália e Espanha, que estavam travados, e pouca coisa do Brasil", disse à AE um executivo familiarizado com as negociações.

Segundo ele, a liberação é a conta-gotas e está condicionada à contraparte brasileira de dar acesso de seu mercado a alguns produtos argentinos. "Na medida em que o Brasil liberar a entrada dos produtos requeridos pela Argentina, o país se compromete em autorizar as importações dos suínos", observou. Em nota distribuída à imprensa, o ministro de Agricultura da Argentina, Norberto Yauhar, afirmou que "avançou com o Brasil na normativa sobre a importação brasileira de cítricos a partir do dia primeiro de julho, assim como no compromisso brasileiro de permitir a entrada de camarões argentinos a partir desta mesma data.

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Anteriormente, em entrevista à AE, Yauhar havia dito que estes dois itens faziam parte de um grande pacote que envolve outros produtos de ambos os lados. Os dois governos "vão continuar trabalhando para que os produtos ainda travados pelas barreiras sejam liberados". Outra fonte do setor privado, que acompanha as negociações, explicou que o assunto é mais complexo do que parece.

Na última sexta, durante reunião do secretário Executivo do MDIC, Alessandro Teixeira, com o secretário argentino Guillermo Moreno, e funcionários de ambos os governos, os camarões e as frutas cítricas foram colocados em pauta, sem o aval dos ministérios de Agricultura e de Pesca. "No caso do camarão, o produto ainda não cumpriu todas as etapas de avaliação técnica no Brasil e essa validação é puramente técnica, sem nenhuma relação com medidas de retaliação do Brasil", explicou a fonte.

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No que diz respeito às frutas cítricas, os produtores brasileiros enfrentam dúvidas sobre o que fazer com o excedente da própria safra nacional. "Será difícil absorver mais cítricos", afirmou a fonte, completando que há diferenças de posições entre os ministérios de Indústria e de Agricultura sobre a questão.

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