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Empregado chegou a encontrar pichações alusivas ao grupo Ku Klux Klan, que defende a supremacia branca, nas paredes da fábrica onde trabalhou durante 14 anos

A companhia siderúrgica ArcelorMittal terá de pagar US$ 25 milhões de indenização a um ex-funcionário da fábrica da cidade de Lackawanna (Nova York) por discriminação racial praticada durante anos, publicou nesta quarta-feira o jornal "Buffalo News".

Elijah Turley diz ter sido vítima de discriminação racial em uma série de incidentes registrados entre 2005 e 2008. Ele receberá o valor após o júri encarregado do caso decidir por unanimidade considerar a empresa responsável pela cultura de discriminação racial que se instaurou na fábrica. Durante o julgamento de três semanas, Turley declarou ter sofrido assédio dos colegas de trabalho, que, segundo ele, o chamavam de "macaco".

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Ele afirmou que uma vez chegou a encontrar um macaco de pelúcia pendurando do espelho retrovisor de seu automóvel. "É absolutamente impactante que um caso como este esteja nos tribunais em 2012", disse em suas alegações finais o advogado do trabalhador, Ryan Mills, para quem a situação "deveria ser vista como atroz e intolerável em uma sociedade civilizada".

Turley revelou também durante o julgamento que, numa ocasião, encontrou dizeres pichados alusivos ao Ku Klux Klan (grupo americano que prega o racismo) nas paredes da fábrica onde trabalhou durante 14 anos.

Após conhecer a sentença, a ArcelorMittal emitiu um comunicado de imprensa no qual garantiu que a empresa adota a política de "tolerância zero" à discriminação e ao assédio, e deixou entrever a possibilidade de recorrer da sentença. "Estamos surpresos pela decisão de hoje. Consideramos a multa excessiva", acrescentou a nota da empresa.

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