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Montadora  destina R$ 4,5 bilhões para o País entre 2011 e 2015, mesmo que a economia brasileira desacelere as vendas do setor diminuam

A Ford irá manter os investimentos previstos de R$ 4,5 bilhões previstos para o País entre 2011 e 2015, mesmo com a desaceleração da economia brasileira e a consequente diminuição de vendas do setor automotivo. "Os investimentos estão mantidos e em ritmo acelerado, pois temos visão clara de médio e longo prazo que o mercado brasileiro seguirá crescendo", disse à Agência Estado o diretor de Assuntos Corporativos da Ford para a América Latina, Rogelio Golfarb. "Não vamos tirar o pé do acelerador dos investimentos."

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Os investimentos preveem a modernização tecnológica da montadora e aportes nas unidades fabris para ampliar de 250 mil para 300 mil a capacidade produtiva anual. Neste momento, a grande aposta da montadora é o lançamento do novo EcoSport, cuja data não é revelada. Desenvolvido no Brasil, o segundo carro global da companhia norte-americana foi apresentado em janeiro e deve chegar ao mercado no segundo semestre.

Ex-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Golfarb avalia que o pacote de benefícios do governo anunciado no mês passado - que incluiu a redução de preços de veículos pelas montadoras, queda da tributação e o aumento da oferta de crédito pelos bancos - foi positivo para as vendas das duas últimas semanas de maio, mas terá um impacto maior neste mês de junho. "O mercado de automóveis teve uma reação imediata nesses últimos dias de maio e será melhor ainda em junho", avaliou.

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Dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) apontam que a Ford manteve a quarta posição no ranking de vendas de automóveis e comerciais leves em maio, com um total de 24.269 unidades, ou 8,84% de participação.

Até mesmo para o mercado de caminhões, que sofreu uma queda de 30% nas vendas após as mudanças nos padrões de emissões de poluentes do Euro 3 para o Euro 5, a expectativa é de melhora. "Esse mercado sofre ainda com impacto do baixo aumento do PIB do que o de automóveis; a reação às medidas do governo ocorre ainda de forma mais lenta, mas o crescimento ocorrerá", diz Golfarb, referindo-se à dificuldade de reagir das empresas.

O diretor da Ford avalia ainda que é cedo para que o setor automotivo volte a conversar com o governo Dilma Rousseff para uma possível prorrogação nas medidas de incentivo, previstas para terminar em 31 de agosto. "Agosto está muito longe e qualquer coisa agora é especulação", disse. "Precisamos esperar junho e depois reavaliar as medidas com o governo", diz Golfarb.

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