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Aquisição amplia o portfólio da companhia americana no segmento de menor preço e maior potencial de vendas em países emergentes. Brasil será base de exportação

A divisão de saúde da GE anunciou nesta terça-feira a aquisição da brasileira XPro, especializada na fabricação de um tipo de equipamentos de rio-X direcionado ao diagnóstico e tratamento de doenças cardíacas e neurológicas. Os valors envolvidos no negócio não foram divulgados.

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A companhia americana já tinha em seu portfólio equipamentos voltados a este segmento de mercado, mas com tecnologia mais sofisticada e preço mais alto. Com a compra de agora, a GE amplia seu portfólio no segmento de baixo preço e alto potencial de vendas em países emergentes. A XPro atua no mercado de equipamentos que custa em média de R$ 500 mil a R$ 780 mil.

Segundo Daurio Speranzini, vice-presidente da divisão de saúde da GE para a América Latina, a perspectiva é de dobrar as vendas anuais dos equipamentos da XPro, de 28 para 56 unidades ao ano, no prazo de três anos. Estão nos planos da companhia os mais de 30 países da América Latina, mas também mercados bem maiores, como Arábia Saudita, China e Índia. 

No Brasil, o alvo são principalmente clínicas e hospitais do interior, onde a GE tinha posição mais frágil, e clientes de grandes centros que têm a intensão de ampliar o portfólio de equipamentos que utilizam. "Não adianta ter equipamento de alta tecnologia que não seja acessível financeira e fisicamente", afirma Rogério Patrus, presidente e CEO da divisão de saúde da GE para a América Latina.

Operacionalmente, ao menos de início, a fábrica da XPro em Belo Horizonte continuará a funcionar independente da que a GE inaugurou em Contagem, no segundo semestre de 2010, e que também produz equipamentos de diagnóstico por imagem. Segundo Patrus, nos primeiros doze meses haverá um processo gradativo de integração financeira, tecnológica e de gestão. Os sócios fundadores da Xpro também permanecem como gestores.

A aquisição faz parte da estratégia da companhia americana de crescer tanto organicamente quanto através de aquisições para manter o ritmo de expansão em regiões menos afetadas pela crise internacional, como a América Latina. Internacionalmente, o divisão de saúde registrou receita de cerca de US$ 20 bilhões, no ano passado, e é um dos principais focos de crescimento, ao lado da de energia. 

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