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Apesar das negativas em público, siderúrgicas mostram interesse no controle da Companhia Siderúrgico do Atlântico (CSA), colocado à venda pela alemã Thyssen Krupp

Apesar das negativas em público, por baixo do pano a CSN e a Gerdau já mostraram interesse no controle da Companhia Siderúrgico do Atlântico (CSA), colocado à venda pela multinacional alemã Thyssen Krupp. As duas empresas foram pedir informações à Vale, sócia minoritária da siderúrgica, logo depois do anúncio de que os alemães querem deixar a operação brasileira. Foram orientados a procurar a Thyssen primeiro.

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Grupos siderúrgicos do Japão, da Coreia e da China também avisaram à matriz da Thyssen na Alemanha que têm interesse em avaliar a CSA. As informações são de duas fontes que acompanham o assunto. Essas pessoas ressaltam, no entanto, que o processo está apenas no início e que ainda não é possível prever quais serão seus desdobramentos.

Procurada, a CSN não quis se manifestar. A Gerdau enviou uma nota negando reunião com a Vale e reiterou que não tem interesse na CSA. O presidente da Vale, Murilo Ferreira, declarou: “Tanto a Gerdau quanto a CSN são excelentes empresas e seriam muito bem-vindas ao empreendimento. Não compete à Vale negociar a participação na CSA, quem está vendendo é a Thyssen.”

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A ThyssenKrupp tem 73,19% da CSA e a Vale possui 26,81%. Embora os vendedores sejam os alemães, a mineradora brasileira é parada obrigatória para os interessados: além de ter direito de preferência, pelo acordo de acionistas a Thyssen precisa da permissão da Vale se quiser vender suas ações para outra empresa antes de setembro do ano que vem. As informações são do jornal <b>O Estado de S.Paulo</b>.<br>

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