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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou na quinta-feira que cometeu um erro no cálculo do índice que mede a concentração de terra no País, divulgado no fim de setembro. O Censo Agropecuário do IBGE apurou que em 2006 o índice de Gini no sistema fundiário havia atingido 0,872, indicando piora na concentração de terras em uma década.

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O número correto, segundo o instituto, é 0,854, o que leva à interpretação inversa: um pequeno recuo em relação ao resultado de 0,856 apurado no censo de 1995/1996. Pela escala de Gini, quanto mais o resultado se aproxima de 1, maior é a concentração.

Segundo o coordenador do Censo Agropecuário, Antônio Carlos Florido, o erro foi identificado pelo agrônomo Rodolfo Hoffmann, especialista em economia agrária que dá aulas no Instituto de Economia da Universidade de Campinas (Unicamp). Alertado pelo professor, o IBGE refez o processamento dos dados do censo e descobriu o erro. Embora o equívoco tenha sido notado na segunda semana após a divulgação do censo, a correção só foi informada ontem, numa nota à imprensa, pelo IBGE, que também postou um discreto comunicado em seu site.

Florido atribuiu o resultado incorreto a uma falha técnica no processamento dos dados apenas no cálculo do índice nacional. O resultado dos Estados, que mostrou aumento da concentração de terra em São Paulo (de 0,758 para 0,804) e recuo em Estados como Maranhão (de 0,903 para 0,864) estão certos, segundo ele.

O técnico do IBGE disse que o trabalho foi feito às pressas para divulgação e não houve tempo para revisão. "Um software lê os microdados e pode ter havido falha no processamento. Com o contato do professor, refizemos os cálculos também pela metodologia dele e confirmamos que o índice era mais baixo", afirmou. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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