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Arnault, do Carrefour, Diniz, do Pão de Açúcar, e Esteves, do BTG, figuram na lista da Forbes

Bernard Arnault, acionista do Carrefour, assiste à partida de tênis em Roland Garos, ao lado de seu filho, Antoine, no dia 25 de junho
Getty Images
Bernard Arnault, acionista do Carrefour, assiste à partida de tênis em Roland Garos, ao lado de seu filho, Antoine, no dia 25 de junho
Jatinhos, bolsas Louis Vuitton e Paris como pano de fundo. Precisa mais? As negociações envolvendo a fusão das operações do Carrefour com o Grupo Pão de Açúcar no Brasil mobilizam três dos homens mais ricos do mundo, cujas fortunas pessoais totalizam quase US$ 50 bilhões (R$ 78,3 bilhões).

Entre as partes envolvidas, só as famílias controladoras do Casino, que se sentem prejudicadas por seu sócio no Brasil, Abilio Diniz, não figuram na lista dos maiores bilionários do mundo da Forbes.

As ações do Casino tiveram forte queda com o anúncio sobre a fusão proposta entre o Pão de Açúcar e o Carrefour, cujas ações, ao contrário se valorizaram na segunda-feira. O Casino é controlado por Jean-Charles Noauri e a família Guichard.

O maior acionista do Carrefour é Bernard Arnault, controlador do maior grupo de artigos de luxo do mundo, a LVHM, dona, entre outras grifes, da Louis Vuitton. Arnault é o quarto homem mais rico do mundo, com uma fortuna avaliada em US$ 41 bilhões (R$ 64,6 bilhões) pela revista Forbes. Só são mais abastados que ele Carlos Slim (México), Bill Gates e Warren Buffett (EUA).

Abilio Diniz: troca de farpas com o sócio Casino por meio de cartas
Getty Images
Abilio Diniz: troca de farpas com o sócio Casino por meio de cartas
Abilio Diniz, sócio do Grupo Pão de Açúcar, figura em 323º lugar no ranking mundial, com uma fortuna avaliada em US$ 3,4 bilhões (R$ 5,3 bilhões).

O terceiro bilionário da lista é André Esteves, sócio do BTG Pactual, com uma fortuna estimada em US$ 3 bilhões (R$ 4,7 bilhões), a 376º maior do mundo.

Pelo acordo proposto, o BTG entrará com um aporte de capital 300 milhões de euros (R$ 680 milhões) em ações e 500 milhões de euros (R$ 1,130 bilhão) em dívida para a constituição na nova empresa brasileira, que se chamará Novo Pão de Açúcar.

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