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Uma das formas de melhorar o trabalho do conselho é, segundo Furlan, debater formas de tornar mais eficientes as decisões

O presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Fernando de Magalhães Furlan, afirmou que a instituição não está mais exigente na análise dos processos. Para ele, a "dureza" mostrada em alguns julgamentos é fruto do novo momento econômico brasileiro, de maior crescimento e aprofundamento da inserção internacional do país.

 "É consequência natural disso que haja maior número de fusões, aquisições e incorporações. A dureza do Cade não é porque mudou de postura, mas porque tem mais volume de trabalho, mais operações complexas sendo analisadas", frisou Furlan, que participou de evento no Rio de Janeiro. "O Cade sempre foi técnico e firme. A gente vem aprendendo com erros do passado e construindo formas de melhorar", acrescentou.

Uma das formas de melhorar o trabalho do conselho é, segundo Furlan, debater formas de tornar mais eficientes as decisões. O conselheiro citou o caso Shell-Cosan no setor de combustível para aviação como um exemplo atual de discussão de forma a implementar uma ação de reprovação. Em fevereiro, o Cade determinou que a Shell deveria vender alguns ativos comprados da Jacta - empresa formada pela Cosan para o setor de combustível para aviação - de forma a aprovar a operação.

"Shell e Cosan prometeram trazer última proposta na semana que vem. Vamos ouvi-los, escutar a proposta e ter solução. Até a metade do ano deve definir o caso, se vamos aceitar proposta ou não, se eles vão ter que cumprir o que determinamos", ponderou Furlan. Pela decisão do Cade, a empresa terá que vender participações da Jacta nos parques de abastecimento nos aeroportos de Guarulhos, Galeão e Guararapes. A Shell terá que vender os parques de abastecimento mantidos pela Cosan nos aeroportos da Pampulha, Viracopos, Curitiba e Brasília.

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