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Funcionários da Celpa decidem parar por 48 horas em protesto

SÃO PAULO, 5 Mar (Reuters) - Os funcionários da Celpa, distribuidora de energia elétrica paraense do Grupo Rede Energia, decidiram fazer uma paralisação de 48 horas para protestar contra o não pagamento de parcela do Plano de Cargo de Carreira e Salários(PCCS) por parte da Celpa e para pedir a federalização da empresa.

A decisão aconteceu em assembleia da Federação dos Urbanitários do Pará realizada na manhã desta segunda-feira, informou a assessoria de imprensa do sindicato.

Os trabalhadores protestavam também em relação "à gestão equivocada" que levou a distribuidora de energia elétrica à atual situação, que culminou no pedido de recuperação judicial na semana passada.

A empresa, que tem uma dívida total de cerca de 2 bilhões de reais, deveria ter realizado o pagamento da 38a parcela do PCCS aos trabalhadores até 22 de fevereiro, segundo disse o presidente do sindicato, Ronaldo Romeiro, à Reuters, na semana passada. O sindicado defende ainda que a Eletrobras assuma a distribuidora.

A Celpa informou que dará entrada em uma proposta à Justiça ainda nesta segunda-feira para que possa ser realizado o pagamento da parcela do PCCS. Por estar sob recuperação judicial, a empresa está impedida de realizar pagamentos que ficaram em aberto até 28 de fevereiro.

O sindicato dos Urbanitários representa os empregados da Celpa, que tem cerca de 2.100 trabalhadores em seu quadro próprio.

Segundo a entidade, os serviços essenciais estão mantindos para garantir o fornecimento de energia elétrica. A Federação não pôde estimar de imediato quantos funcionários aderiram à paralisação.

A empresa distribui energia elétrica para os 143 municípios do Pará e atende a cerca de 1,6 milhão de clientes.

(Por Anna Flávia Rochas; Edição de Diogo Ferreira Gomes)

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