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Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação ratifica que discussões continuam avançando, mas não faz nova remissão a valores

Em Pequim, presidenta Dilma Rousseff esteve em audiência com presidente da Foxxconn, Terry Gou, onde investimento foi anunciado
Roberto Stuckert Filho/PR
Em Pequim, presidenta Dilma Rousseff esteve em audiência com presidente da Foxxconn, Terry Gou, onde investimento foi anunciado
O governo federal afirma que não há perspectiva de desistência da companhia chinesa Foxconn em investir recursos em uma nova fábrica no Brasil em setores fundamentais para a expansão da produção de tablets. O investimento estaria reavaliação conforme nota da coluna Radar, publicada na revista Veja desta semana. Segundo apurou o iG , o investimento ainda deverá ocorrer, mas poderá ser mais modesto do que os US$ 12 bilhões anunciados em abril deste ano .

Segundo a nota, "as discussões entre a Foxconn e o governo brasileiro continuam avançando significativamente", no entanto não há remissão ao anúncio de que a empresa investiria US$ 12 bilhões em uma nova planta no país, conforme divulgado em viagem de Dilma Rousseff à China em abril .

Na semana passada, executivos da Foxconn estiveram em Brasília em reunião com o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante , para tratar dos investimentos.

O maior entrave ao avanço do projeto como estimado anteriormente é a estruturação financeira da operação, cujo valor anunciado de US$ 12 bilhões (ou R$ 20 bilhões) em investimentos ficou comprometido com a crise financeira que abala o mundo, segundo uma fonte do governo afirmou ao iG .

Conforme essa avaliação, a crise abalou as expectativas da empresa chinesa - que, procurada pelo iG , afirmou que não se pronunciaria sobre o tema. Por isso, a fórmula financeira para construção de uma fábrica desse porte tornou-se mais complexa do que se esperava inicialmente.

Os chineses agora colocam nas mãos do governo brasileiro a decisão de manter o investimento inicial, dependendo do apoio oferecido pelo País  - principalmente pelo BNDES, que pode entrar como sócio da Foxconn via sua empresas de participações (BNDESPar) ou como financiador.

Veja, a seguir, a nota oficial do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação:

1 - As notícias veiculadas pela coluna Radar da revista Veja nesta semana sob o título “subiu no telhado” não procedem. As discussões entre a Foxconn e o governo brasileiro continuam avançando significativamente para viabilizar os investimentos e a transferência de tecnologia para o Brasil em áreas estruturantes de tecnologia da informação. As informações concernentes ao processo de negociação serão oferecidas quando concluídas todas as etapas do processo.

2 – Em relação à produção de tablets, as novas regras estabelecidas, que exigem crescente participação de conteúdo local para que as empresas tenham acesso aos benefícios fiscais foram totalmente exitosas: 25 empresas já solicitaram autorização para a produção de tablets dentro das novas regras estabelecidas. Nove já foram autorizadas. As empresas Motorola, Samsung e SempToshiba já começam a colocar seus novos produtos no mercado. Em breve teremos outros fornecedores, incluindo o Ipad da Apple, cuja linha de produção está sendo concluída.

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