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As exportações de biodiesel à base de óleo de palma para os Estados Unidos encolheram, à medida que a Agência de Proteção Ambiental do país (EPA, na sigla em inglês) ainda precisa determinar se o combustível cumpre uma exigência de redução de 50% dos gases do efeito estufa, necessária para se beneficiar do mandato de produção do governo norte-americano, informou nesta segunda-feira um importante produtor de biodiesel.

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Até que a EPA consiga determinar se o combustível fabricado a partir do óleo de palma atende à meta de redução de gases do efeito estufa, "o biodiesel não poderá ser vendido para os Estados Unidos e perderá toda a temporada de verão, quando é a alternativa mais popular", disse T. C. Long, diretor administrativo da Vance Bioenergy Sdn Bhd.

O biodiesel à base de palma tende a engrossar no frio em razão de um elevado ponto de fusão, então as vendas normalmente desaceleram durante os meses de inverno.

No início deste mês, a EPA anunciou as regras finais para um padrão de combustíveis renováveis, ou RSF2, e informou que o biodiesel produzido a partir da soja reduz a emissão de gases do efeito estufa em 57% na comparação com o diesel oriundo do petróleo, qualificando-se para o mandato de produção dos Estados Unidos. Contudo, a agência disse que não teve tempo suficiente para completar uma avaliação do impacto do éster metílico de palma, do etanol de sorgo e de celulose lenhosa, e pode levar mais seis meses para identificar se tais modalidades cumprem uma taxa de redução mínima de 50%.

O aperto dos critérios ambientais nos principais mercados de biodiesel, como Europa e Estados Unidos, podem abalar a indústria, já que as "barreiras atualmente em vigor ou que podem vir a ser implementadas tornam as exportações da Malásia cada vez mais difíceis", afirmou Long.

Produtores de biodiesel estão enfrentando quedas nas margens de lucro devido ao aumento dos preços de insumos e à fraca demanda. Inicialmente, a produção biodiesel foi apresentada como uma alternativa ecologicamente correta para o diesel de petróleo, mas críticos dizem ter contribuído com a elevação dos preços dos alimentos e a destruição de florestas tropicais na Malásia e na Indonésia, principais países produtores de óleo de palma.

Grande parte das usinas de biodiesel na Malásia estão operando abaixo da capacidade ou foram desativadas por conta da diminuição da demanda, segundo Long. Em 2009, a Malásia exportou 39.594 toneladas de biodiesel à base de palma para os Estados Unidos, queda de 44,5% ante 71.324 toneladas registradas em 2008, segundo dados do Conselho de Óleo de Palma da Malásia. O país tem 91 produtores licenciados, mas apenas 10 usinas estão em operação. As informações são da Dow Jones.

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