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Operações de fusões e aquisições beneficiarão agronegócio, indústria e varejo, afirmam advogados

Responsáveis por um terço das fusões e aquisições realizadas no Brasil em 2009 e no primeiro trimestre deste ano, os Estados da região Sul devem receber atenção especial dos bancos de investimentos em 2010, segundo análise do escritório de direito empresarial Hapner e Kroetz Advogados, de Curitiba.

“A forte presença do agronegócio deve fazer com que nos próximos meses Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul registrem operações de fusões e aquisições nos setores de suplementos agrícolas, indústria madeireira e de alimentos”, diz o coordenador da área societária do escritório, Rodrigo Cavali.

O advogado Fernando Coelho Silva, do escritório Coelho Silva Advogados, de Porto Alegre, também prevê para o mercado gaúcho um ritmo constante de operações no agronegócio, na educação e também nas áreas de construção, tecnologia de informação e varejo. “A expectativa é de que as aquisições modernizem os negócios de perfil rural”, diz.

No cenário nacional, a tendência apontada pelos especialistas no setor de fusões e aquisições é a realização de negócios cada vez maiores, com empresas que se tornam gigantes ao absorver concorrentes na busca pela consolidação. Segundo Cavali, a movimentação prevista para 2010 deve englobar especialmente as empresas do chamado middle market, que têm faturamento anual entre R$ 100 milhões e R$ 500 milhões.

O número de fusões e aquisições no Brasil registrou um recorde histórico no primeiro quadrimestre de 2010, de acordo com relatório da consultoria PricewaterhouseCoopers divulgado este mês. O bom desempenho foi puxado pelas operações do setor de alimentação, que representaram 11% das transações. No total, foram 236 operações de fusões e aquisições registradas entre janeiro e abril deste ano, um volume 39% superior ao registrado em igual período de 2009, quando ocorreram 170 transações.

* Com informações da Agência Estado

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