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Companhia, cujas dívidas superam 300 milhões de euros, também busca autorização para demitir sua força de trabalho

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A companhia aérea espanhola Spanair entrou com pedido de proteção contra falência em um tribunal de Barcelona, após a repentina suspensão das suas operações na noite da última sexta-feira, segundo confirmou hoje um porta-voz da empresa. Mais de 22 mil passageiros não conseguiram embarcar durante o fim de semana, após a segunda maior companhia aérea da Espanha em número de voos interromper suas atividades.

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A companhia, cujas dívidas superam 300 milhões de euros, também busca autorização para demitir sua força de trabalho, acrescentou o porta-voz. O principal acionista da Spanair é um grupo de investidores locais liderado pelo governo da Catalunha, com uma participação de 85,6% na companhia. A companhia escandinava SAS, ex-proprietária da Spanair, atualmente tem uma fatia de 10,9%.

O governo catalão já injetou 150 milhões de euros na empresa desde que assumiu a companhia, em 2009. Os planos para cancelar todos os voos e entrar voluntariamente com pedido de concordata foram feitos na semana passada, poucos depois de a Qatar Airways se retirar das negociações para assumir a Spanair, depois de meses de conversas.

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Segundo uma fonte próxima à questão da empresa, o pagamento dos salários e gastos mensais com combustíveis se tornaram um grande desafio para a Spanair, em um período em que o governo da Catalunha enfrenta profundos cortes no orçamento, em meio a uma retração econômica na Espanha. As informações são da Dow Jones.

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