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Microsoft, FairSearch e outros grupos acusam a Google de posicionar seus próprios produtos em lugar proeminente nas buscas

A plataforma FairSearch, que agrupa 17 companhias de todo o mundo a favor da igualdade de condições no mercado de buscas pela internet, entre elas a Microsoft, pediu à Comissão Europeia para impor medidas contra a Google ao considerar que esta empresa abusa de sua posição dominante na Europa.

Em entrevista coletiva, realizada nesta quarta-feira, a FairSearch indicou que a Google posiciona seus próprios produtos em um lugar proeminente nas buscas sem advertir os usuários e sem aplicar seus próprios critérios para estabelecer os resultados. "A Google está oferecendo seus próprios produtos sem dizer às pessoas o que está fazendo e os apresenta em lugares proeminentes. O que acaba gerando uma exclusão ou marginalização de seus concorrentes", disse

Getty Images
"A Google está oferecendo seus próprios produtos sem dizer às pessoas o que está fazendo", afirma o porta-voz da FairSearch, Thomas Vinje.
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Segundo Vinje, essas práticas, além de serem contrárias à legislação europeia, acabam prejudicando os consumidores, já que estes não encontram os produtos "mais apropriados" em suas buscas. Para exemplificar essa denuncia, a FairSearch exaltou o trabalho de algumas de suas companhias associadas, como a TripAdvisor, Kayak e Expedia, especializadas em buscas de viagens, voos e hotéis, que asseguram ser prejudicadas pela posição que a Google apresentam seus serviços nos resultados das buscas.

A ideia da FairSearch é pressionar a Comissão Europeia para que o órgão possa tomar alguma atitude concreta contra as supostas práticas monopolísticas da Google. A Comissão Europeia analisa desde 2010 as denúncias contra a Google feitas por três companhias: o site britânico de comparação de preços "Foundem", o buscador de informação francês "ejustice.fr", e o site de compras da Microsoft Ciao!

Em março de 2011, a Microsoft se uniu a essas companhias e anunciou que denunciaria a Google por supostas práticas monopolísticas, assim como a empresa francesa 1plusV, proprietária de vários buscadores de internet. Se essa suspeita se confirmar, a Comissão Europeia deverá enviar uma folha de acusações aos agentes da Google com todos os aspectos que podem ter infringido as normas europeias sobre práticas restritivas. A ideia dessa lista é fazer com que a companhia faça mudanças em suas políticas.

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