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Empresário de 68 anos possuía 26% da fabricante de chuveiros e dividia controle com Aldo Lorenzetti, presidente executivo do grupo

Antonio Bertolucci, que morreu atropelado por um ônibus na segunda-feira enquanto andava de bicicleta na Avenida Sumaré, na cidade de São Paulo, era um dos maiores acionistas da Lorenzetti, líder em duchas e chuveiros elétricos no País.

Flores colocadas onde o ciclista Antonio Bertolucci morreu após ser atropelado por um ônibus
AE
Flores colocadas onde o ciclista Antonio Bertolucci morreu após ser atropelado por um ônibus
O empresário, de 68 anos, possuía 26% do capital da empresa, que foi fundada em 1923 pelo italiano Alessandro Lorenzetti, segundo informações contidas em documentos disponíveis na internet.

Outro herdeiro da família, Aldo Lorenzetti, de 72 anos, detém 27% da companhia. O empresário já foi membro da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) e conselheiro da Federação da Indústria de São Paulo (Fiesp).

Bertolucci ocupava a presidência do conselho de administração da Lorenzetti, enquanto Aldo Lorenzetti responde pela presidência executiva e é quem está à frente dos negócios.

Procurada, a assessoria de imprensa da empresa respondeu que ainda não poderia fornecer informações sobre o processo de sucessão após a morte repentina de um dos seus principais acionistas e executivos. Segundo um comunicado de falecimento divulgado ontem pela fabricante, Antonio Bertolucci deixou mulher e seis filhos.

Com sede na Mooca, bairro da capital paulista, a Lorenzetti é uma das indústrias mais tradicionais de São Paulo – a empresa chegou até mesmo a fabricar peças de munição para as tropas paulistas durante a Revolução Constitucionalista de 1932.

Os chuveiros elétricos automáticos, que seriam o carro-chefe do grupo, começaram a ser fabricados na década de 50 por Lorenzo Lorenzetti, que patenteou o produto. Os chuveiros de plástico foram lançados na década de 70.

Chuveiros elétricos foram lançados na década de 50 pela Lorenzetti
Divulgação
Chuveiros elétricos foram lançados na década de 50 pela Lorenzetti
Hoje, a empresa também fabrica metais para banheiro e cozinha, aquecedores de água a gás, purificadores e filtros de água, aquecedores elétricos de água e plásticos sanitários com a marca Fortti e emprega cerca de 3 mil funcionários.

Nos anos 80, após levar calote do governo, para o qual fornecia chaves seccionadoras, disjuntores, isoladores, entre outros itens, a Lorenzetti entrou em concordata, mas conseguiu sobreviver à crise financeira. Na época, a empresa cortou 5 mil empregos, reduzindo seu quadro de 7 mil para 2 mil funcionários.

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