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Bilionário também considera tirar dinheiro do próprio bolso para aumentar capital da OSX: "não tenho problema em ficar meio bilhão de dólares mais pobre"

O empresário Eike Batista, presidente do conselho de administração do grupo EBX, comemorou nesta sexta-feira a mudança “drástica” de relacionamento de suas empresas com a Petrobras. Em teleconferência, Eike disse que a OSX, braço de engenharia naval do conglomerado que dirige, e a Petrobras vão “se ajudar mutuamente”.

As declarações foram feitas após as negociações de OSX e a Sete Brasil , empresa na qual a Petrobras tem participação. As companhias devem anunciar, nas próximas semanas, um acordo de US$ 1,6 bilhão que prevê a construção, pela empresa do grupo EBX, de duas sondas à parceira da estatal. É uma evolução e tanto para duas companhias que viviam em disputa.

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Eike destacou a possibilidade de, no futuro, a OSX produzir equipamentos para a Petrobras. “As duas empresas são brasileiras, então por que a Petrobras só poderia fazer acordos com a Shell ou com a BP? Estou satisfeito e orgulhoso do relacionamento entre as empresas que mudou drasticamente”, afirma o homem mais rico do Brasil e o sétimo mais rico do mundo, com fortuna de US$ 30 bilhões, segundo a Forbes.

A teleconferência tinha como objetivo explicar o plano de capitalização da OSX, lançado nesta semana, e o empresário fez questões de dissipar as dúvidas sobre a posição de caixa da empresa. A companhia recebeu propostas de financiamento de R$ 1,8 bilhão dos bancos Bradesco e Itaú BBA.

Também essa semana a OSX firmou um acordo de US$ 732 milhões com a Kingfish para a construção de 11 navios-tanque para a empresa. “Vamos fazer face aos novos pedidos que a empresa recebeu, e vamos cumprir todos os compromissos assumidos”, disse Eike. Ele afirmou ainda que colocará do próprio bolso US$ 1 bilhão para aumentar o capital da OSX, em operação que começará no segundo semestre e terminará em 2013. “Não tenho problema em ficar meio bilhão de dólares mais pobre”, disse.

Parceria com a Hyundai

Na teleconferência, Eike destacou o bom relacionamento com a Hyundai Heavy Industries, que comprou, no ano passado, 10% da participação na empresa de offshore do grupo. “Cerca de 40 gerentes coreanos serão transferidos para o Brasil para passar conhecimento e tecnologia, e brasileiros também irão para a Coreia (do Sul) para entender os procedimentos e aprender a administrar o estaleiro”, afirmou. 

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“A joint-venture com a Hyundai permitirá fornecer know-how mais sofisticado para a construção de navio”, disse Eike, que lembrou ainda a visita que a presidenta Dilma Rousseff fará, em abril, ao Superporto do Açu, que está sendo construído no norte do Rio de Janeiro. 

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