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Indicador relativo apenas ao mês de março recuou 1,7% ante fevereiro e apresentou avanço de 11,8% sobre março

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Prévia da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) relativa ao primeiro trimestre deste ano, mostra que o Indicador de Movimento do Comércio a Prazo (IMC) apresentou, de 1º de janeiro até a primeira quinzena de março, alta de 3% na comparação com o mesmo período do ano passado. O indicador relativo apenas ao mês de março recuou 1,7% ante fevereiro e apresentou avanço de 11,8% sobre março de 2011.

O Indicador de Movimento de Cheques (SCPC/Cheque), que mede as vendas à vista, subiu 3,6% na comparação de 1º de janeiro à primeira quinzena de março contra o mesmo período do ano passado. Esse resultado, segundo a ACSP, indica "vendas moderadas até o momento". O indicador caiu 7,7% em março na comparação com fevereiro e cresceu 9,7% na comparação com o mesmo mês de 2011.

De acordo com a entidade, os resultados divulgados hoje já eram esperados porque as vendas ainda não reagiram às quedas da taxa básica de juros (Selic). "Os juros já recuaram para um dígito e devem cair para perto dos patamares das mínimas taxas históricas. Isso deverá provocar uma recuperação gradual das vendas ao longo dos próximos meses", afirmou, em nota, o presidente da ACSP, Rogério Amato.

Os indicadores são elaborados com uma amostra de dados de clientes da empresa Boa Vista Serviços, que administra o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC).

Maus pagadores

O Indicador de Registro de Inadimplentes (IRI), que mede o número de clientes com dívidas em atraso, registrou alta de 11,6% na parcial do primeiro trimestre de 2012 contra igual período do ano passado. Na comparação mensal, o IRI em março subiu 15,9% ante fevereiro e 9,8% sobre março de 2011.

Já o Indicador de Recuperação de Crédito (IRC), que mostra o total de registros de inadimplentes cancelados ou em renegociação, cresceu 10,1% na prévia do primeiro trimestre. O indicador de março, ante fevereiro e sobre março de 2011, apresentou alta de, respectivamente, 8,8% e 7,9%.

Segundo a ACSP, a diferença entre os resultados do IRI e do IRC sinaliza ligeira alta da inadimplência no período, o que deve ser "normal" até o final de março ou abril. "Portanto, esse avanço não preocupa, pois os dados de desemprego continuam baixos, facilitando as renegociações com prazos mais longos, visto que os juros devem permanecer ainda em queda", afirma a ACSP, na nota.

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