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Linha indiana de altíssimo padrão contrasta com a média desse serviço no país; por ano, 25 mil morrem em ferrovias da Índia

Um dos sistemas férreos mais mortais do mundo tem também uma das linhas mais luxuosas. Na Índia, cujas ferrovias matam 25 mil pessoas por ano, segundo dados da Agência Nacional de Registros de Crimes citados pela agência France Presse , está em operação o Maharajas' Express, ou "Expresso do Marajá", que contrasta com o cenário médio do transporte férreo indiano - ou de qualquer outro lugar do planeta.

O Maharajas' Express entrou em operação no fim de 2010. Sua estrutura, distribuída em 24 vagões, inclui 43 cabines e suítes, internet sem fio, dois restaurantes com tetos arqueados e um lounge para observação da paisagem.

Entre os pacotes oferecidos pelo Expresso do Marajá está uma viagem entre Mumbai e Nova Délhi. Por rodovia, a distância entre essas cidades é de 1,4 mil quilômetros (praticamente a mesma entre Curitiba e Brasília), mas, com o trem, o deslocamento é feito em oito dias. No trajeto, há passeios que incluem um safári para a observação de tigres no parque nacional Ranthambore e uma partida de polo com elefantes próxima da cidade de Jaipur.

Os pacotes custam entre US$ 4,7 mil e US$ 20 mil (de R$ 7,5 mil a R$ 32 mil), preço cobrado pela suíte presidencial. Um novo itinerário, batizado de A Estada Real, entrará em operação em outubro deste ano. Com saída de Nova Délhi e chegada à mesma cidade, o pacote inclui um cruzeiro pelo rio Chambal e uma vista ao Palácio de Garh, na cidade de Kota, no sudeste do país. O prédio, um dos mais imponentes fortes indianos, foi construído no século XIII.

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