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Para diretor comercial da companhia, tarifas precisam recompor o preço das passagens "do contrário, não paga a conta"

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Os yields (indicador de tarifas aéreas) devem continuar subindo no mercado doméstico de aviação este ano no Brasil, não só para recompor os preços das passagens, historicamente em patamares baixos, mas também para compensar a alta do petróleo no mercado internacional. "Os yields vão ter de continuar subindo, do contrário não paga a conta", disse nesta quarta-feira Klaus Kü;nhast, diretor comercial da TAM.

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Após um logo período de guerra tarifária entre os concorrentes, no segundo semestre do ano passado as companhias aéreas brasileiras começaram um processo de recomposição de margens, que prometem continuar ao longo deste ano. Isso, porém, segundo Kü;nhast, não significa o fim das promoções.

"As promoções sempre existiram e continuarão.  Mas as tarifas promocionais têm regras claras, como, por exemplo, a compra com antecedência", afirmou. Segundo ele, a comunicação da TAM com relação a isso será mais "assertiva" este ano. No próximo domingo, a empresa lança uma nova campanha de marketing .

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Sobre o fato de a Gol ter anunciado que deve passar a oferecer voos para Miami no segundo semestre, via Caracas, o executivo afirma que isso não preocupa a TAM. "A maior oferta de voos entre Brasil e Estados Unidos é feita por empresas americanas", disse. Segundo ele, considerando apenas os voos diretos entre os dois países, sem escalas, a TAM detém cerca de 30% desse mercado e o restante está nas mãos de empresas como American Airlines, United Airlines e Delta.

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