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O número apurado representou ligeira redução, já que, na primeira semana do mês, a relação havia sido de 63,29%

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Levantamento divulgado nesta sexta-feira pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) mostrou que a relação entre o preço médio do etanol e o valor médio da gasolina alcançou o nível de 62,96% na segunda semana de junho na cidade de São Paulo. O número apurado representou ligeira redução, já que, na primeira semana do mês, a relação havia sido de 63,29%.

Segundo especialistas, o uso do etanol deixa de ser vantajoso em relação à gasolina quando o preço do derivado da cana-de-açúcar representa mais de 70% do valor da gasolina. A vantagem é calculada considerando que o poder calorífico do motor a etanol é de 70% do poder dos motores à gasolina.

Entre janeiro e abril de 2011, a relação entre o etanol e a gasolina superou diversas vezes a marca de 70%. Na primeira semana de abril, chegou ao nível de 84,37%, a maior marca da série histórica semanal da Fipe. Desde a segunda semana de maio, quando atingiu a marca de 69,69%, a relação voltou a níveis inferiores a 70%, mas tem oscilado levemente para cima ou para baixo nos mais recentes levantamentos em torno da marca de 63%.

No Índice de Preços ao Consumidor  (IPC) da Fipe da segunda quadrissemana do mês, que captou os preços na cidade de São Paulo no período de 30 dias terminado em 15 de junho e registrou deflação de 0,08%, os valores médios do etanol e da gasolina foram os grandes destaques que ajudaram no comportamento do indicador de inflação.

De acordo com a Fipe, o preço do etanol recuou 18,52% ante baixa de 17,83% observada na primeira quadrissemana do mês (30 dias terminados em 7 de junho) e respondeu sozinho por 0,11 ponto porcentual de alívio na taxa geral de inflação. A gasolina, por sua vez, apresentou queda de 3,42% contra variação negativa anterior de 1,29% e contribuiu com um alívio de 0,09 ponto porcentual para a formação da taxa do IPC.

"O álcool e a gasolina são os heróis da inflação", disse o coordenador do IPC, Antonio Evaldo Comune, em entrevista à Agência Estado na sede da Fipe. "Até o final do mês eles devem continuar em queda e ajudar a inflação", previu, com base nas pesquisas mais recentes da Fipe que ainda devem ser captadas pelo indicador.

Para Comune, há ainda grande espaço para novas quedas nos preços do etanol e da gasolina, já que ambos os produtos mostraram altas importantes nos primeiros meses de 2011. Segundo ele, no acumulado do ano, o etanol subiu 14,56% até maio, enquanto a gasolina avançou 12,09%.

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