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Avaliação é da ABIH-RJ; para 2011, expectativa é de que a ocupação média se aproxime do patamar inédito de 80%

Fachada do Sofitel, em Copacabana: setor hoteleiro do Rio está em ascensão ininterrupta desde 2007
Riotur/divulgação
Fachada do Sofitel, em Copacabana: setor hoteleiro do Rio está em ascensão ininterrupta desde 2007

Um levantamento feito pela Associação Brasileira de Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (ABIH-RJ) aponta que não existe mais baixa temporada na capital fluminense. De acordo com a análise feita pela entidade, a cidade do Rio tem registrado um aumento contínuo da taxa média de ocupação anual nos últimos quatro anos, chegando ao patamar de 73,75% em 2010.

“A ocupação é retilínea em todos os meses e a tendência é de que os números se elevem ainda mais. Uma média anual de 70% mostra que não há baixa temporada. Isso não existe mais no Rio”, diz o presidente da ABIH-RJ, Alfredo Lopes.

Segundo a pesquisa feita pela associação em parceria com a Fecomércio-RJ, a alta constante na média de ocupação dos hotéis da capital fluminense teve início em 2007, quando o Rio sediou os Jogos Pan-Americanos. Na ocasião, a taxa foi de 62,98%. Naquela época, a cidade possuía 26 mil quartos – atualmente são 29 mil. Em 2008, a média de ocupação subiu para 65,86%, indo para 68,79% no ano seguinte.

Para 2011, a expectativa da ABIH-RJ é de que a média de ocupação anual na cidade fique de seis a oito pontos percentuais acima dos 73,75% do ano passado. De acordo com Lopes, entre os principais fatores para o aquecimento desse mercado está a escolha do Rio para sediar a final da Copa do Mundo, em 2014, e a Olimpíada, em 2016.

“Por conta desses eventos esportivos, estão sendo feitas diversas obras na cidade e muitos negócios vêm sendo fechados. Os empresários envolvidos geralmente ocupam os apartamentos por longos períodos e não saem nos feriados. Quando turistas de lazer vêm para datas festivas, a taxa de ocupação sobe ainda mais”, informa o presidente da ABIH-RJ.

Turismo de negócios aquecido

Dados da associação indicam que o turismo de negócios - que inclui, além dos hóspedes provenientes da preparação do Rio para os eventos, empresários que desembarcam na cidade para feiras e convenções - representa 64% da ocupação na cidade. Como exemplo, pode-se citar a Latin America Aerospace & Defense, maior feira de tecnologia de defesa e segurança da América Latina, realizada no Riocentro, na zona oeste da capital fluminense, até esta sexta-feira. O evento deixa a taxa de ocupação nos hotéis da Barra da Tijuca em 96%.

Os feriados prolongados, que tradicionalmente impulsionam as médias de ocupação, também continuam firmes em seu papel. A taxa de ocupação na Semana Santa no Rio já supera 85%.

Para suportar esses índices elevados, a rede hoteleira tem crescido . Além de novos empreendimentos, famosos hotéis cariocas passaram por reformas. O Hotel Windsor Atlântica (o antigo Le Méridien), em Copacabana, foi reinaugurado em dezembro de 2010. O futuro Hotel Glória Palace, do empresário Eike Batista, tem previsão de reabertura para 2013. “A meta é alcançar dez mil novos quartos no Rio até 2016, somando 39 mil. Se calcularmos duas camas para cada, teremos uma média de 78 mil leitos”, finaliza Lopes.