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Sócio da Mercado Móveis afirma que fará proposta pelos pontos do Baú que não interessarem ao Magazine Luiza

Magazine Luiza pode se desfazer de lojas do Baú que não interessam
Agência Estado
Magazine Luiza pode se desfazer de lojas do Baú que não interessam
A rede paranaense Mercado Móveis (grupo MM) fará uma proposta ao Magazine Luiza para adquirir as lojas do Baú da Felicidade que não interessam à varejista. Na segunda-feira, o Magazine Luiza comprou 121 lojas da rede de eletroeletrônicos e móveis do Grupo Silvio Santos por R$ 83 milhões.

“Vamos enviar carta proposta de aquisição ao Magazine Luiza a respeito das unidades do Baú que, segundo comunicado, podem ser fechadas, vendidas, transferidas ou integradas para evitar sobreposição em determinadas cidades”, afirma hoje, em seu blog, o empresário Marcio Pauliki, sócio do grupo MM.

A rede paranaense era a única varejista regional que disputou a aquisição do Baú, que também teria sido avaliada pelo Grupo Pão de Açúcar (Casas Bahia e Ponto Frio), pela Máquina de Vendas (Ricardo Eletro e Insinuante) e a Elektra, rede do empresário mexicano Ricardo Salinas, segundo fontes do setor.

Procurado pelo iG, o Magazine Luiza informou que não há uma decisão sobre os pontos do Baú que podem não ser aproveitados por haver sobreposição com as suas lojas. A varejista deve divulgar dentro de 15 dias informações mais detalhadas para analistas de investimentos e investidores envolvendo seu projeto de incorporação das lojas do Baú.

Uma parte dos pontos deve ser transformada em “lojas virtuais”, um modelo de negócio do Magazine Luiza para as classes de baixo poder aquisitivo em que não há praticamente nenhuma mercadoria no ponto de venda, apenas um atendente, que faz a venda assistida pela internet. O único produto à venda e com estoque nas lojas virtuais são celulares.

Varejo regional

O fato de ter perdido a aquisição do Baú para o Magazine Luiza parece não ter desaminado Pauliki. “Mesmo sabendo das dificuldades em concorrer com as grandes redes nacionais, para nós do Grupo MM foi uma grande experiência, demonstrando a força do varejo regional, que soube defender seu território com atitude e determinação”, escreveu o empresário.

As lojas do Baú faturaram R$ 415 milhões em 2010. O Magazine Luiza fechou 2010 com uma receita bruta de R$ 5,3 bilhões e 604 lojas.

Após a fusão da Casas Bahia com o Ponto Frio, o Magazine Luiza e a Máquina de Vendas passaram a disputar a vice-liderança do mercado de eletrodomésticos e móveis.

Em 2010, a Máquina de Vendas, que reúne a Ricardo Eletro (MG), Insinuante (BA) e City Lar (MT) faturou R$ 5,7 bilhões e fechou o ano com 750 lojas. Para 2011, a previsão da rede é chegar a um faturamento de R$ 6,3 bilhões.

A varejista mais cobiçada no setor é a Colombo, do Rio Grande do Sul, a quarta no ranking de eletrodomésticos e móveis do país. A aquisição da rede gaúcha não só daria abriria vantagem em relação aos concorrentes como daria uma participação de mercado sólida na região Sul, algo que nenhuma das três primeiras colocadas possui.

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