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BRASÍLIA - Os executivos da Qualcomm defenderam hoje, em encontro com a imprensa, a decisão da diretoria da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que prevê a mudança na destinação da faixa de 2,5 Gigahertz (GHz) para viabilizar a entrada da quarta geração (4G) da telefonia móvel no País, a partir de 2013. A companhia, que desenvolve tecnologias móveis, prevê o uso no Brasil do padrão LTE (Long Term Evolution), já adotado em outros países.

BRASÍLIA - Os executivos da Qualcomm defenderam hoje, em encontro com a imprensa, a decisão da diretoria da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que prevê a mudança na destinação da faixa de 2,5 Gigahertz (GHz) para viabilizar a entrada da quarta geração (4G) da telefonia móvel no País, a partir de 2013. A companhia, que desenvolve tecnologias móveis, prevê o uso no Brasil do padrão LTE (Long Term Evolution), já adotado em outros países. O vice-presidente de relações governamentais da Qualcomm, William Bold, afirmou que a tecnologia LTE foi adotada por 83 operadoras móveis em 33 países. Segundo ele, a companhia está atenta para as oportunidades proporcionadas pelas economias emergentes, nas quais o Brasil está inserido. "O mercado brasileiro é tido como um ponto central dentro da América Latina", afirmou. O diretor de relações governamentais da Qualcomm para o Brasil, Francisco Soares, ressaltou que a empresa não participará da disputa pelos lotes de frequência da faixa de 2,5 GHz, prevista para iniciar no próximo ano com o lançamento do edital de licitação. "Apesar de já termos participado de leilões em países - como Estados Unidos, Inglaterra e Índia - no Brasil será diferente. A Qualcomm não é operadora e não pretende concorrer com os clientes (prestadoras móveis). Queremos apenas estimular o uso da tecnologia", afirmou. A iniciativa do governo de lançar o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) também foi elogiada por Bold, que considera o projeto importante para a expansão dos serviços de conexão à internet. Além da frequência de 2,5 GHz, cuja liberação foi acelerada pela Anatel por causa do programa federal, a faixa de 450 Megahertz (MHz) para a zona rural também é de interesse da companhia, que há dez anos já desenvolve equipamentos e aplicativos para esta faixa. Os executivos da Qualcomm cumprem hoje agenda em Brasília com representantes do governo. Nesta manhã, eles se reuniram com técnicos do Ministério das Comunicações e, nesta tarde, se encontram com representantes da Anatel. (Rafael Bitencourt | Valor)

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