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RIO - O mercado de combustíveis brasileiros subiu 3,7% no primeiro trimestre, passando de 24,8 bilhões de litros entre janeiro e março do ano passado para 25,7 bilhões de litros em igual período de 2011

. Os dados foram divulgados hoje pelo Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), com base em dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O ritmo de crescimento foi menor que o verificado tanto na média do ano passado, quanto nos três primeiros meses de 2010. No ano passado, as vendas atingiram 107,4 bilhões de litros, 8,7% a mais que os 98,8 bilhões de litros de 2009, enquanto entre janeiro e março de 2010, o volume de 24,8 bilhões de litros comercializados foi 9,3% superior aos 22,7 bilhões de litros do primeiro trimestre de 2009. O presidente do Sindicom, Alísio Vaz, acredita que a alta dos preços dos combustívies no começo deste ano foi o principal motivo para que o crescimento do volume vendido se mostrasse mais tímido que no ano passado. "O crescimento do consumo arrefeceu pelos preços mais caros. O consumidor equacionou melhor o seu consumo", disse Vaz, que apresentou o Anuário 2011 do Sindicom. Vaz acrescentou que, para 2011, a expectativa do Sindicom é de um crescimento entre 5% e 7% nas vendas de combustíveis, puxado pelos combustíveis de ciclo otto, notadamente a gasolina, que deve avançar entre 7% e 8%. A projeção para o consumo de diesel é de uma alta próxima à do Produto Interno Bruto (PIB), na casa dos 4%. Segundo o executivo, o combustível que deve liderar a alta do consumo em 2011 é o querosene de aviação (QAV). A projeção de Vaz é para uma alta no volume consumido na casa de 15% frente a 2010. No primeiro trimestre, o QAV já puxou o avanço, com alta de 12,1% no volume vendido frente aos três primeiros meses do ano passado. Vaz ressaltou que os dados de 2010 mostram que as tarifas de passagens aéreas, com queda de 28% frente a 2009, estimularam o crescimento do consumo de QAV. No total, a diferença entre o preço médio da passagem aérea e o valor médio da tarifa de ônibus interestaduais caiu 60% entre 2009 e 2010. "O QAV vai continuar correndo por fora e puxando o crescimento em 2010", frisou Vaz. (Rafael Rosas | Valor)

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