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No ano passado foram emitidas 230 licenças de piloto para mulheres no Brasil, mais que o dobro registrado em 2010

As mulheres ainda são minoria na aviação civil brasileira, mas aos poucos têm conquistado mais espaço. Das licenças de piloto emitidas no ano passado, 5% foram obtidas por mulheres – em 2010, elas representavam 3% do total.

Avião é visto decolando da pista do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo
AE
Avião é visto decolando da pista do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo
“Mulher não é exceção na aviação. Hoje temos pilotos nas Forças Armadas, voando com taxi aéreo, na aviação offshore [plataformas de petróleo] e em companhias aéreas”, diz Marcus Silva Reis, coordenador do curso de ciências aeronáuticas da Estácio de Sá, no Rio de Janeiro.

“Trata-se de um braço de trabalho tão ou mais competente que o homem”, afirma.

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Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), no ano passado foram emitidas 230 licenças de piloto para mulheres no Brasil, mais que o dobro registrado em 2010.

Só como piloto de linha aérea, o número de novas licenças obtidas por mulheres cresceu 30% no ano passado e chegou a 95 emissões. Esse número representa 15% do total de licenças de piloto de linha área concedidas em 2011.

“Em especial a partir dos anos 1990, as mulheres começaram a aumentar as fileiras da aviação brasileira”, diz Gelson Fochesato, presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA). “Hoje as companhias têm pilotos e comandantes mulheres com excelente desempenho.”

“Quanto mais mulheres entrarem na aviação, mais segura ela vai ficar”, diz Reis, da Estácio de Sá. Segundo ele, isso ocorre “por conta de todo o cuidado e sensibilidade com que elas encaram a profissão."

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