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Desempenho da economia nacional atrai setor limitado pela crise nos EUA e na Europa

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Nos próximos meses, de olho no poder de consumo da classe média alta brasileira, cerca de 30 marcas sinônimo de sofisticação vão inaugurar suas primeiras lojas próprias no País, a maioria em São Paulo, no Shopping JK Iguatemi, que abre as portas em 19 de abril, e na expansão do Cidade Jardim.

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O bom desempenho econômico do Brasil influencia esse movimento, já que a crise tem limitado o crescimento nos Estados Unidos e na Europa. Ainda pouco explorado, o mercado brasileiro é um oásis em um deserto de margens apertadas - é comum que as grifes cresçam acima de 10% ao ano, uma taxa digna da China. No ano passado, as vendas no Shopping Cidade Jardim aumentaram 20% em relação a 2010. E a operação local da Lacoste foi líder mundial de crescimento: em 2011, a receita da marca francesa cresceu 43% no Brasil.

Projeções macroeconômicas mostram que o otimismo tem chances de se estender no longo prazo. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), a população das classes A e B crescerá 29% entre 2012 e 2014 - expansão maior que a da classe C no período. Isso significa a inclusão de 7,7 milhões de brasileiros nos patamares mais altos de consumo, que passarão a concentrar quase 30 milhões de pessoas. Fazem parte deste contingente brasileiros com renda familiar superior a R$ 7.475 ao mês.

ó foi possível convencer tantas novas empresas a fincar bandeira no País em um curto espaço de tempo graças à observação do comportamento do consumidor brasileiro na Europa e nos Estados Unidos. “O brasileiro já é um dos consumidores ‘top 10’ em nossas lojas no exterior”, conta Maxime Tarneaud, diretor da marca de joias e relógios Cartier no Brasil.

O novo empreendimento do Iguatemi trará 25 “estreias” no Brasil, nas quais estão incluídas, além das marcas do Richemont, também Goyard, Miu Miu, Lanvin, Nicole Miller, Tory Burch, Lacoste L!ve, Etiqueta Negra, Ladurée, Paula Cahen, Rapsodia, Vans, Coach e a primeira operação mundial da Gucci voltada ao público masculino.Embora sejam sofisticadas, nem todas as marcas são consideradas de luxo. No entanto, algumas dessas empresas podem subir um degrau na escala de consumo ao aportar no Brasil. Segundo especialistas em varejo, o sucesso local das linhas alternativas da Armani e da Calvin Klein no País é uma prova dessa possibilidade. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo

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