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Pimentel afirmou que "vê mérito" na operação entre Pão de Açúcar e Carrefour

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, disse há pouco que a relação do empresário Abílio Diniz com o governo não influencia a decisão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de participar da fusão entre o grupo Pão de Açúcar e a parte brasileira do Carrefour.

"Tem outros empresários que participam do governo, tem outros empresários que participam da Câmara e isso não tem nada a ver", disse Pimentel ao ser questionado sobre o fato de Diniz integrar a Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade, criada recentemente pelo governo com participação de executivos. Em almoço da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil, o ministro reforçou que "vê mérito" na operação entre Pão de Açúcar e Carrefour e reclamou: "uma certa celeuma é bom, que as pessoas manifestem sua opinião.

Agora, fazer tsunami em copo d'água não convém, é atrapalhar o andamento natural dos negócios", disse. Pimentel enfatizou que a operação ainda está em análise, em que, segundo ele, será considerado se vale a pena ou não comprar as ações da empresa que está sendo criada. "Não tem nada de excepcional, é um negócio, vai ser avaliado como um negócio e, se for um bom negócio, o banco faz. Se não for, não fará. É simples assim", afirmou.

Ele reforçou que não há verba pública envolvida na negociação. "A operação é do BNDESPar, subsidiária do BNDES, que não trabalha com dinheiro público", insistiu ainda o ministro, acrescentando que o negócio é feito de forma transparente, à luz do dia.

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