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Faturamento do comércio eletrônico deve atingir R$ 15 bilhões em 2010; setor se expande 40% no Brasil e apenas 12,7% nos EUA

De acordo com dados levantados pela e-bit, empresa especializada em informações de e-commerce, as vendas online devem alcançar R$ 2,2 bilhões neste Natal, durante o período de 15 de novembro a 24 de dezembro. Isso corresponde a um aumento nominal de 40% em relação ao ano anterior, quando o comércio eletrônico faturou R$ 1,6 bilhão no mesmo período.

"Com a previsão de alta demanda na época natalina, as lojas virtuais já começam a preparar seus estoques para atender o grande número de pedidos", afirma o e-bit.

De acordo com Alexandre Umberti, diretor de marketing e produtos da e-bit, antecipar as compras em um período aquecido do mercado é mais do que necessário. “Recomendamos que os e-consumidores planejem suas compras antecipadamente. Dessa forma, não correm o risco de enfrentar uma surpresa desagradável durante a comemoração. Por outro lado, a comodidade de realizar as compras em casa ou no escritório, evitando assim filas em shoppings centers e o trânsito característico das grandes cidades, é uma vantagem diferencial para esses clientes”, explica Umberti.

Ainda de acordo com o executivo, outros fatores devem ser considerados nas vendas natalinas. “No Natal, as pessoas têm o hábito de presentear familiares e amigos, o que potencializa a decisão de compra. Além disso, a injeção do 13º salário e os bônus de final de ano estimulam as pessoas a adquirirem mais produtos.”

Tíquete médio e categorias mais vendidas

O tíquete médio do setor deve girar em torno de R$ 370,00. As categorias mais vendidas devem ser livros, eletrônicos, informática e eletrodomésticos. Para o público feminino, a e-bit estima que a maior parte das vendas sejam destinadas ao segmento de cosméticos e beleza.

O comércio eletrônico deve aproveitar o embalo das vendas de final de ano e fechar 2010 com R$ 15 bilhões de faturamento, um crescimento nominal 40% maior em relação a 2009, quando o canal faturou R$ 10,6 bilhões em vendas de bens de consumo pelas lojas virtuais em todo Brasil.

O potencial de crescimento do país no varejo online é tão expressivo que chega a superar o mercado norte-americano. Enquanto no Brasil as vendas pela internet têm previsão de crescimento de 40% em 2010, nos Estados Unidos as vendas devem ser de apenas 12,7%, de acordo com dados do eMarketer, empresa norte-americana de inteligência digital.