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Em evento para levantar capital para novos negócios, Rachel Sequoia sugere criar fazendas de ar no Nepal e é eleita melhor do dia

Uma garota descalça, com um lenço colorido enrolado na cabeça e diversos adereços brilhantes no rosto subiu ao palco do último encontro de investidores do Vale do Silício, pegou um microfone e propôs a seus engravatados espectadores que dessem a ela US$ 500 mil (cerca de R$ 830 mil) para que levasse a frente um novo negócio: vender, preso em garrafa, ar de lugares como Nepal ou Paris.

A apresentação de Rachel Sequoia contou ainda com projeções de rascunhos feitos a lápis e frases como “poluição é uma energia má e negativa” e “espero construir uma comunidade que goste de ar”. Alguns blogs sugeriram que tudo seria uma brincadeira, uma “pegadinha”. Se estiverem certos, também é certo que os investidores engoliram o truque direitinho: a proposta foi eleita a melhor do dia pelo público e o vídeo está em destaque no site do Venture Capital Fundraising Club of Silicon Valley , organizador do evento.

nullSequoia – cujo nome estranhamente apropriado, assim como furos científicos em seu projeto, foi o culpado por levantar as suspeitas de que tudo fosse uma piada – já colocou no ar o site de sua possível futura empresa, a Share the Air. Ela acredita que pessoas pagariam até US$ 10 mil por uma garrafa do ar rarefeito do topo do Monte Everest. Aliás, a suposta empreendedora cita o Nepal como uma potencial  “fazenda” de ar engarrafado.

O Venture Capital Fundraising Club of Silicon Valley, assim como outras organizações do tipo, reúne-se periodicamente para ouvir ideias de novos negócios onde pode valer à pena investir dinheiro. A entidade não respondeu ao pedido de entrevista sobre a proposta de Sequoia feito pelo portal.