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Jornal britânico prevê que edições impressas vão acabar um dia e se prepara para transição digital

Jornal britânico The Guardian se prepara para o fim das edições impressas
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Jornal britânico The Guardian se prepara para o fim das edições impressas
O jornal britânico The Guardian, que já figura entre os maiores na internet, anunciou um novo plano estratégico que prioriza os investimentos em sua operação digital. O objetivo é dobrar as receitas com os meios digitais em cinco anos, segundo o site Nieman Journalism Lab, um canal especializado em jornalismo online ligado à Universidade de Harvard.

Como muitos jornais impressos, o Guardian sentiu um duro golpe nos últimos anos. De acordo com executivos, a empresa controladora do jornal corre o risco de ficar sem caixa dentro de três a cinco anos se nada mudar. O novo plano estratégico mostra que o Guardian não acredita que o declínio das edições impressas poderá ser revertido.

Mas os executivos do jornal afirmam que não estão abandonando o mercado impresso completamente, apenas configurando o modelo de negócios para a era digital. Esse movimento incluiu transformar os jornais diários em edições focadas em análises, que podem ser lidas à tarde. O jornal também irá instalar uma redação com base nos Estados Unidos.

Os executivos do Guardian acreditam que a transição digital será inevitável para os jornais. “Todos os jornais irão, em algum momento, deixar a impressão, mas não estamos dando um prazo para que isso aconteça", afirmou Andrew Miller, presidente do Guardian Media Group. Embora esse seja uma fase de divisor de águas para o Guardian, não significa o fim dos jornais impressos britânicos, dizem analistas.

O The Guardian foi fundado em 1821 no Reino Unido e, em sua versão online, é o segundo jornal de língua inglesa mais lido do mundo, atrás do New York Times. Em 2005, a edição adotou o formato berlinense, mais reduzido que o formato tablóide. Suas edições circulam de segunda a sábado, com uma média diária de 283.063 cópias em março de 2010.   

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