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Macy's e Bloomingdale's vão vender pelos sites ao País; pontocom exige menos investimento que inauguração de lojas físicas

Macy's: procurada por tursitas brasileiros nos EUA
Getty Images
Macy's: procurada por tursitas brasileiros nos EUA
As redes estrangeiras encontraram uma forma mais barata de vender aos brasileiros sem ter que ter lojas no Brasil: por meio de suas pontocom. Uma operação de internet custa bem menos que a inauguração de lojas físicas, que exigem grandes investimentos em imóveis, além de gestão de estoques.

O processo de abertura de lojas físicas também pode ser demorado até a localização de um número suficiente de pontos que garanta uma escala de vendas economicamente viável.

Gerente de relações com a imprensa da Macy's, Orlando Veras, confirmou ao iG que tanto a Macy's como a Bloomingdale's vão começar a vender seus produtos por meio do seu site para o Brasil a partir de segunda-feira, 27 de junho .

"As vendas internacionais por meio da Macy´s.com vão nos ajudar a entender as necessidades e expectativas de nossos clientes em outros mercados. Mas, nesse momento, não existem planos de abrir lojas em nenhum dos 91 países para os quais vamos vender online”, diz.

Os brasileiros que vão aos Estados Unidos já são clientes assíduos das duas lojas, sobretudo em Miami e Nova York.

E clientes com bolsos cheios e dispostos a gastar são justamente o artigo que mais está em falta no varejo americano, que começa agora a sair lentamente da pior crise de sua história.

Os gastos de brasileiros em viagens ao exterior em abril deste ano aumentaram 58% em relação ao mesmo mês de 2010, segundo dados do BC. No mês passado, os brasileiros gastaram no exterior US$ 1,943 bilhão.

Internet cresce mais que varejo convencional

Ter uma marca conhecida é um aspecto crucial para se ter sucesso na internet, e essa vantagem a Macy's e a Bloomingdale's poderão explorar agora no mercado brasileiro.

Outra marca americana que está desembarcando no comércio eletrônico brasileiro é a grife de cosméticos Clinique, líder em vendas pela internet nos EUA. A empresa, que pertence ao grupo Estée Lauder, abriu em junho, no Brasil, sua primeira pontocom na América Latina.

Mas, diferentemente da Macy’s, a Clinique já possui quatro lojas próprias no Brasil, além de ser vendida em mais cerca de 60 pontos de venda, como perfumarias.

Segundo a empresa, existem fortes motivos para investir no comércio pela internet no Brasil. O País é o número um no ranking de usuários de redes sociais, com 86% de brasileiros presentes nas redes, e, em 2010, 23 milhões de brasileiros compraram em lojas online.

Fachada de loja da Bloomingdale
Getty Images
Fachada de loja da Bloomingdale
O Brasil é ainda o terceiro maior mercado de cosméticos do mundo e deve ser o segundo no ranking até final de 2011, com um crescimento de 15% em 2010. No resto do mundo, o mercado de cosméticos cresceu só 5%. O Brasil já o primeiro do mundo em fragrâncias e terceiro em tratamentos de cabelo e maquiagem.

Estima-se que o comércio pela internt atinja a marca de R$ 20 bilhões em vendas no País, o que representaria um crescimento de mais de 30% sobre o ano passado.

Na avaliação do diretor geral do e-bit, Pedro Guasti, o varejo online deve continuar se expandindo nos próximos anos a taxas muito superiores às registradas pelo varejo convencional, que cresceu 10% em 2010.

Estima-se que o comércio eletrônico irá movimentar R$ 40 bilhões em 2014, ou o dobro do total previsto para este ano.

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