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Após assumir a administração da Villa Daslu, grupo receberá novas marcas internacionais famosas e abrirá seis shoppings até 2011

nullTer debaixo do mesmo teto marcas como Louis Vuitton, Dolce&Gabbana, Missoni, Salvatore Ferragamo, Gucci, Bulgari, Armani, Ermenegildo Zegna e Christian Louboutin já seria motivo para o shopping Iguatemi garantir uma posição de destaque no universo da moda e do luxo.

Mas o complexo de lojas paulistano, listado entre os 15 endereços comerciais mais caros do mundo, segundo a empresa de serviços imobiliários Cushman & Wakefield, e por onde circulam em média 48 mil visitantes por dia, inaugura também hoje a primeira loja da grife Diane Von Furstenberg no Brasil. Nome de peso que se une ao de Carolina Herrera, Missoni Casa e Burberry, que farão parte do guarda-chuva do grupo, dentro do shopping Iguatemi Brasília, que será inaugurado hoje.

No início de março, o grupo administrado por Carlos Jereissati Filho também assumiu a administração dos 18,2 mil m2 da Villa Daslu, criada por Eliana Tranchesi em 2005, e instalada a poucos metros do que será o futuro complexo Iguatemi JK - formado por um shopping e três torres comerciais, na Vila Olímpia, em São Paulo. Com abertura prevista para março de 2011, o empreendimento deverá contar, entre outras grifes de renome, com uma megastore da Chanel.

“Na medida em que temos um grande projeto para a região, era fundamental que tivéssemos a convergência da Daslu, que já é um polo de marcas de prestígio conhecido no país inteiro”, explica Jereissati.

Mercado vê parceria com otimismo

Para o consultor e coordenador do curso de marketing de luxo da Escola Superior de Propaganda e Marketing, Ismael Rocha, o movimento já era esperado, uma vez que o luxo passou de atividade de nicho a um grande mercado no país.

“Esta é hoje, no Brasil, uma atividade para grandes ‘players’”, diz o professor. “Admiro a capacidade fantástica de empreendedorismo da Daslu, mas ela foi longe demais para quem não tinha a força de um grupo. O que aconteceu agora foi apenas uma acomodação do mercado”, completa.

Segundo Carlos Ferreirinha, presidente da MCF Consultoria e Conhecimento, com essa estratégia, o Iguatemi vai “se firmar como um dos mais importantes administradores do negócio do luxo da América Latina”.

Com o aumento significativo da capacidade de consumo do brasileiro – dados do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), divulgados pelo Banco Central no início de março, apontam um crescimento de 30% no número de pessoas com mais de R$ 1 milhão na caderneta de poupança – e a estabilidade do mercado, Rocha não descarta, no médio prazo, a vinda de outros grandes grupos ligados ao luxo no exterior. “O Brasil se tornou um mercado potencial muito atrativo.”

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