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Criada em 1960 em Nova York, marca pertence hoje à General Mills, no Brasil, e à Nestlé, nos EUA

Häagen-Dazs lança no Brasil sorvete em cone com crepe
Divulgação
Häagen-Dazs lança no Brasil sorvete em cone com crepe
Häagen-Dazs bem parece um sobrenome escandinavo ou alemão, perfeito para uma marca de sorvete. O nome , porém, sequer existe nos países escandinavos e foi inventado por um nova-iorquino, Reuben Mattus, em 1960, para batizar os sorvetes que fazia artesalmente.

Com as aquisições feitas pelas grandes multinacionais de alimentos, a Häagen-Dasz já mudou algumas vezes de mãos nesse quarenta anos. Hoje, a marca original de Nova York pertence globalmente a duas gigantes do setor de alimentos. A suíça Nestlé é dona da Häagen-Dazs nos Estados Unidos e no Canadá, enquanto a multinacional americana General Mills é a detentora da marca em outros países, no Brasil inclusive.

No ano 2000, quando a General Mills adquiriu a Pillsbury, a antiga controladora da Häagen-Dazs, a Nestlé já possuía uma sociedade com a empresa nos Estados Unidos. Na época, a Nestlé obteve o direito de comprar os 50% da Pillsbury na Häagen-Dazs no mercado americano.

No Brasil, os sorvetes Häagen-Dazs são importados pela General Mills de sua fábrica em Arras, na França. Segundo o diretor de marketing da mutinacional no Brasil, Waldemar Thiago Júnior, o fato de trazer o sorvete da Europa para o mercado brasileiro, o que encarece o produto no ponto final, não tira a competitividade da Häagen-Dazs em relação aos seus concorrentes, como a própria Nestlé, que possuem fábricas no País . “Conseguimos uma boa equação de preços”, afirma.

Nos últimos anos, a Häagen-Dazs vem ampliando sua presença no mercado brasileiro e já é a terceira marca mais vendida nos supermercados em São Paulo, segundo pesquisa da Nielsen. No Rio de Janeiro, a marca está entre as cinco mais vendidas nesse canal de vendas.

Apesar de já ter volume representativo de vendas, a General Mills não tem planos de construir uma fábrica no Brasil por enquanto. Como o sorvete é feito com ingredientes de alta qualidade, como creme de leite fresco, o que garante a consistência e o sabor dos produtos, a construção de uma fábrica exigiria elevados investimentos, além do desenvolvimento de uma cadeia local de fornecedores, diz Thiago Júnior. Mas o país seria uma dos locais analisados caso a multinacional considere investir em uma nova unidade de produção de sorvetes. “O mercado brasileiro possui uma grande potencial de crescimento”, acrescenta. 

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