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Há pouco mais de 20 anos, quando precisava escolher o nome da escola de inglês que estava criando, o empresário Carlos Martins se lembrou do homem de lata que queria um coração, do leão que buscava coragem e do espantalho que faria tudo por um cérebro. Martins sempre gostou da estória infantil O Mágico de Oz (do inglês The Wonderful Wizard of Oz) porque é recheada de exemplos de superação.

Há pouco mais de 20 anos, quando precisava escolher o nome da escola de inglês que estava criando, o empresário Carlos Martins se lembrou do homem de lata que queria um coração, do leão que buscava coragem e do espantalho que faria tudo por um cérebro. Martins sempre gostou da estória infantil O Mágico de Oz (do inglês The Wonderful Wizard of Oz) porque é recheada de exemplos de superação. Inspirado no livro do escritor americano Lyman Frank Baum, o dono da Wizard transformou a empresa que começou com aulas particulares na sala de sua casa na maior rede de ensino de idiomas do Brasil. Na última sexta-feira, o empresário comprou a Microlins, uma das maiores redes de ensino profissionalizante do País. "Essa é uma área com grande potencial. O País ainda é muito carente na formação de mão de obra qualificada", diz. A aquisição foi a sexta do Grupo Multi nos últimos quatro anos. Além da Wizard, o grupo é controlador das marcas de ensino de idiomas Skill e Alps, e também das redes de ensino profissionalizante People e SOS. Ao todo, são duas mil escolas no Brasil e países da América Latina, Estados Unidos, Europa e Ásia. Com a compra das 750 franquias da Microlins, serão cerca de mil unidades voltadas para a educação profissional. Carlos Martins, 53 anos, é membro da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Dez por cento de tudo o que ganha vai para igreja. Como prega a religião, não fuma e não bebe. Casado há trinta anos, tem seis filhos. Aos 17 anos, foi para os Estados Unidos aperfeiçoar o inglês e conheceu os métodos de ensino de idiomas do maior centro mórmon do país, a Brigham Young University, em Salt Lake City, no estado de Utah. Depois de um tempo como missionário em Portugal e de outro período em Utah cursando ciências da computação, voltou ao Brasil no final dos anos 80, como executivo de uma empresa de papel e celulose, em Campinas. Começou então a dar aulas particulares de inglês para os colegas do trabalho na sala da sua casa depois do expediente. Aos poucos, as turmas começaram a crescer. Sua mulher passou a dar aulas também e o período da noite ficou curto para atender todos os alunos. Em 1987, contrariando os conselhos dos amigos, decidiu deixar o emprego e abrir a Wizard, apesar da época turbulenta que economia brasileira atravessava, marcada pela escalada dos preços e por uma série de planos econômicos que não deram certo.

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