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Empresa retomaria plano de rotas de longo curso, congelado desde a compra da Varig há cinco anos

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Modelos Boeing usados pela empresa hoje não têm como voar sem escalas até os EUA
Divulgação
Modelos Boeing usados pela empresa hoje não têm como voar sem escalas até os EUA
A Gol prepara sua entrada no mercado de voos regulares entre o Brasil e os Estados Unidos. Este mês, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) concedeu à companhia o direito de operar 14 voos semanais no trecho. O plano de voltar às rotas de longo curso, abandonadas logo após a aquisição da Varig, em 2007, contradiz o discurso repetido até recentemente como um mantra pela empresa.

Nos últimos anos a Gol tem reafirmado que suas prioridades são o mercado doméstico e o internacional de médio curso, restrito a voos para a América do Sul e o Caribe. Logo depois de adquirir a Varig, a companhia chegou a operar voos para destinos como Frankfurt, Paris, Londres e Cidade do México, mas resolveu extinguir as rotas. Com aviões ultrapassados, que consumiam muito combustível, a Gol acabou fracassando na empreitada. A falta de uma estratégia de diferenciação de preços e serviços também foi apontada como um entrave para o sucesso da empresa nesse segmento. Em 2009, a aérea também chegou a operar pontualmente alguns voos fretados para Orlando, nos Estados Unidos.

Se realmente iniciar essas operações, a Gol entrará num segmento de rentabilidade mais elevada dentro do setor aéreo. “Usualmente, as margens são maiores nas rotas de longo prazo. Você consegue diluir melhor seus custos fixos em voos de maior duração”, explica o professor Marcio Migon, do MBA em Logística da Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio. Os planos de expansão no mercado internacional começam a ganhar forma no momento em que a TAM, principal concorrente da Gol, prepara-se para concluir a fusão com a chilena LAN, ganhando musculatura tanto no segmento doméstico quanto no internacional.

A Gol confirmou na quarta-feira, 29, o interesse em voltar a atuar nesse mercado, mas não forneceu detalhes de seu plano. “A Gol informa que, como empresa competitiva, está sempre avaliando possibilidades que agreguem resultados ao negócio e benefícios aos clientes”, disse, em nota. Uma das dúvidas é se a companhia utilizará a marca Varig. Outra questão em aberto diz respeito ao tipo de avião que seria utilizado nas rotas para os Estados Unidos. Hoje, as aeronaves que a Gol possui não têm autonomia para voar sem escalas até o país. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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