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Empresa aérea se reúne com funcionários em hotel perto do aeroporto de Congonhas

A Gol Linhas Aéreas iniciou nesta tarde a demissão de 130 tripulantes (pilotos e comissários), após não ter obtido o nível de adesão que desejava de um programa de licença não remunerada e de um processo de demissão voluntária da categoria implementados em março. A informação é do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA). A Gol informou que vai divulgar um comunicado até o fim do dia sobre esse tema.

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O presidente do sindicato, Gelson Fochesato, afirma que, das 130 demissões, metade seriam de comissários e a outra metade de co-pilotos. De acordo com ele, em torno de 70 tripulantes aderiram ao programa de licença não remunerada e ao processo de demissões voluntárias da companhia. Como a Gol pretendia obter a adesão de cerca de 200 aeronautas nessas duas fases de redução de funcionários, está demitindo os 130 tripulantes hoje para alcançar o seu objetivo, afirma Fochesato. Com isso, as dispensas na Gol acumulam em torno de 300, pois a companhia já demitiu cerca de 100 aeronautas desde o início do ano até março. Ao todo, a Gol conta com 6 mil aeronautas, sendo em torno de 2 mil pilotos e 4 mil comissários.

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O critério para os cortes de hoje são os tripulantes que estavam em processo de admissão e que não chegaram a obter a homologação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para poder voar nos aviões da companhia.

“A empresa planejou mal as contratações. Eles não tiveram o crescimento de demanda que esperavam”, afirma Fochesato. No dia 27 de março, a Gol anunciou uma redução de entre 8% e 10% de sua malha total de voos, ou o correspondente a entre 80 e 100 frequências por dia de um total de até 1.150 voos diários que opera.

Os voos serão cortados até o fim deste mês e incluem 20% de frequências das Webjet, adquirida pela Gol em julho do ano passado. Os 80% restantes são voos da Gol, principalmente os noturnos, e incluem todas as regiões do país. Essa redução foi o que motivou as demissões na companhia, segundo afirmou na semana passada o presidente da Gol, Constantino de Oliveira Junior.

Dados preliminares do planejamento de frota da Gol indicam uma redução de quatro aeronaves, neste ano, na frota combinada com a Webjet, ou 141 aviões de um total de 145 em operação atualmente. A informação foi divulgada na semana passada durante teleconferência da empresa para comentar os resultados do quarto trimestre de 2011 e do acumulado do ano passado, quando o prejuízo líquido da companhia ficou em R$ 751 milhões, o segundo maior em 10 anos de atividade da Gol.